Ready Player One: Não deixes o OASIS secar

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Ready Player One é o filme mais recente de Steven Spielberg e traz aos grandes ecrãs uma realidade que se passa… para além de quaisquer ecrãs.

O criador do OASIS, a maior realidade paralela existente, morreu. E ele adorava jogos, por isso…. Reservou o melhor para o fim.

2045. Um mundo desordenado, sem pés nem cabeça – fome, guerra, caos. Acima de tudo, a incapacidade do ser humano para encetar e manter relações. Isto no mundo real, porque no virtual a história é outra.

Colocam-se os óculos. Quem tem possibilidades económicas para tal, usa os restantes acessórios também. E, sem sair da minúscula cozinha ou da sala, entra-se no OASIS. Um universo virtual expansivo, assinado por James Halliday, onde se pode assumir qualquer forma ou personagem e viajar para qualquer lugar.

Gigante de Ferro? Hulk? Pato Donald? Darth Vader? As Tartarugas Ninja? As possibilidades são infinitas e fica ao critério da imaginação do jogador – tal como das moedas que este tem, claro está…

No entanto, a morte de Halliday trouxe às idas ao OASIS um objetivo para além do habitual escape à realidade diária… O inteligente criador deixou uma fortuna a quem conseguisse encontrar um “easter egg” digital (escondido por ele mesmo, neste universo) assim como a honra de ser o futuro dono desta realidade. O apelo é feito ao mundo inteiro, e do mundo inteiro correm candidatos.

Wade Watts mora com os tios e tem um legado associado ao seu nome. É que iniciais repetidas transportam-nos até Bruce Banner e Peter Parker, conhecidos super heróis. E também ele é um herói – mas só quando tem os óculos postos. Wade tem um princípio: Nunca se alia. Mas, quando é a sobrevivência que está em jogo, não podem os princípios ser esquecidos em função dos fins?

Ao alinhar nesta caça ao tesouro sem mapas e com desafios tão perigosos e insuperáveis quanto um salto mortal direto para a boca do King Kong, acaba por levar consigo alguns amigos (que não conhece no mundo real), com quem partilha aventuras tão improváveis que só poderiam ter saído do imaginário de Halliday.

O famoso hotel vazio e as gémeas adoravelmente macabras do The Shining, as roupas extravagantes de Michael Jackson e Prince, as incontáveis referências a Star Wars e Regresso ao Futuro e o soundtrack dos 80’s perfeitamente orquestrado transporta o espectador para uma homenagem nostálgica à cultura pop e para o interior das memórias e experiências do criador do OASIS (que, apesar de ser um homem da ciência, também tinha coração – e uma loira muito especial que o ocupava).

O filme está nos cinemas e são perto de 2 horas de uma viagem incrível, colorida e que vos vai fazer querer pegar nos óculos e “pensar como o Halliday”.

E vocês, jovens padawans? Ficam de fora ou… Querem vir brincar connosco?… 🙂

[Fotos: NOS Audiovisuais]

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