Caelum. Força é o que não lhes falta

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São mais uma banda a querer mostrar a sua música ao máximo número de pessoas possível. Mas querem fazê-lo de forma original, e a prova disso é o videoclipe para a música Falta-me a Força, que utiliza as stories no Instagram, os vídeos no Snapchat e outras redes sociais para pôr toda a gente a cantar.

Apresentem-se: Quem são os Caelum?
Os Caelum são quatro jovens que têm algo em comum: o sonho e a ambição de fazer chegar a sua música ao máximo de pessoas possível. Pedro Correia na voz e guitarra, Diogo Costa na guitarra e teclas, Diogo Lopes na bateria e Zé Ganchinho no baixo. Fazem música que se enquadra no panorama pop/rock, distinguindo a sua sonoridade através do recurso a delays marcados na guitarra e a sintetizadores fresh e espaciais, sempre com o intuito de dar uma roupagem épica às suas músicas.

“Para fazermos os nossos videoclipes sentamo-nos a fazer um brainstorming e a pensar de que forma poderemos fazer algo diferente e com que as pessoas se identifiquem.”

E como foi a experiência de editar o primeiro disco e que percurso tiveram desde aí?
O primeiro disco foi um marco muito importante na carreira dos Caelum. Não só se traduziu no realizar de um sonho, como também numa oportunidade de visibilidade que nos catapultou para palcos como o NOS Alive ou o MEO Marés Vivas, nos fez percorrer o país com concertos de norte a sul – e inclusivé Espanha – e nos ofereceu um contrato discográfico com a Sony Music Portugal que, em apenas duas semanas após o seu lançamento, nos colocou no top de vendas nacionais. E por isso estamos muito gratos. Foi também o momento em que, pela primeira vez, decidimos apostar e começar a compôr na nossa riquíssima língua portuguesa, visto que até então nos sentíamos bastante confortáveis a compôr apenas em inglês. E ainda bem que decidimos arriscar.

Ao regressarem com um novo single, em vez de quererem aparecer e dar-se a conhecer, escolheram fazer um vídeo totalmente diferente. Porquê?
Exatamente por isso: por ser totalmente diferente! A planificação dos nossos videoclipes passa sempre pelo momento em que nos sentamos a fazer um brainstorming e a pensar de que forma poderemos fazer algo diferente e com que as pessoas se identifiquem. E olhando para a era digital em que vivemos, a resposta foi clara. Toda a gente recorre às redes sociais no seu dia a dia e gosta de partilhar um bocadinho de si com o mundo através de stories no Instagram, de vídeos no Snapchat ou de outras coisas semelhantes. Porque não o fazer com uma música nossa de fundo?

Foi a vossa estratégia para serem (ainda) mais falados?
O nosso maior interesse é chegar ao máximo de ouvintes possível e perceber que as nossas músicas significam alguma coisa para alguém. É aí que nos sentimos realizados. Com este videoclipe, decidimos fazer o apelo nas nossas redes sociais para que os nossos fãs e seguidores ou até mesmo quem apenas nos conhecesse, pudessem participar, porque iria traduzir-se em algo tão pessoal e tão universal ao mesmo tempo! Ficámos super contentes com toda a adesão e carinho demonstrado, e recebemos imensos vídeos de todo o lado. Estrategicamente ou não, com a Falta-me a Força conseguimos atingir números inéditos na nossa carreira, e com um vídeo inteiramente feito por quem gosta de nós.

E qual é a mensagem que querem passar ao associarem um tema chamado Falta-me a Força com fãs, pessoas comuns e redes sociais?
Este tema fala de algo tão comum e presente na vida de qualquer pessoa como é um desgosto de amor. Com a diferença de que, nesta história que contamos, o sujeito tem a maturidade suficiente para perceber que, apesar da mágoa, tudo tem o seu processo e o seu tempo de cura. E acho que passou um bocadinho por aí quando decidimos incluir neste vídeo todas as pessoas que quisessem entrar, pela vulgaridade da situação e do sentimento, por ser algo tão angustiante e ao mesmo tempo comum a todos.
E é também uma forma de dizermos que é normal faltar-nos a força de vez em quando, que acontece a qualquer pessoa, mas que não estamos sós e que nunca devemos esquecer-nos que depois da tempestade vem sempre a bonança, estejamos a falar de um desgosto amoroso, de um dia mau no emprego, em casa ou qualquer outra situação que nos cegue por uns momentos.

O que se segue para vocês? Vamos ouvir falar muito dos Caelum em 2018?
Acreditamos que 2018 vai ser um ano excelente para os Caelum, repleto de concertos, novidades e músicas novas. Esperamos que as pessoas se identifiquem cada vez mais com o nosso trabalho, que entrem no nosso barco e percorram esta jornada connosco.

[Entrevista: Tiago Belim]
[Fotos: Sony Music Portugal]

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