Devia a Internet ser um direito universal?

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É uma das conclusões que salta à vista do estudo Global Internet User Survey, que resultou de inquéritos feitos a cerca de 10 mil utilizadores da Internet, em 20 países. 80% dos intervenientes considera que o acesso à web não devia ter quaisquer restrições, merecendo até ser qualificado como um direito humano básico.

Há até quem defenda que a Internet pode ajudar a solucionar problemas à escala global ou aumentar o comércio e as relações económicas um pouco por todo o mundo. A organização Internet Society levou novamente a cabo o Global Internet User Survey, numa investigação que pretende compreender os comportamentos e as tendências dos utilizadores face à navegação online.

A gestão da informação pessoal, a censura e os direitos humanos foram temas em cima da mesa na edição deste ano do estudo, que registou um aumento de 10% face ao número de utilizadores que em 2011 afirmava aceder à Internet, pelo menos, uma vez por dia e também face aos que admitiam usar as redes sociais (que este ano foram 90% dos inquiridos).

Há alguns resultados curiosos a retirar do Global Internet User Survey – a maioria dos inquiridos (70%) está perfeitamente convencida de que a intervenção ou o envolvimento dos governos no conteúdo online só o vai tornar mais restritivo. Os participantes defendem que qualquer ‘mão’ governamental será prejudicial para a Internet e limitará o seu crescimento.

Da mesma forma, 81% está certo de que a web pode incrementar o comércio global e as relações económicas entre os países, praticamente a mesma percentagem dos que acreditam que a educação também tem muito a ganhar com o fenómeno da Internet.

Os inquiridos traçaram ainda o perfil para uma utilização mais frequente: a velocidade das ligações foi o fator mais vezes referido, por 73% dos participantes, seguido da fiabilidade dos acessos, com 69% das respostas, de mensalidades mais baixas (um ponto percentual a menos que a anterior), de mais conteúdos no idioma local (50%) e, por fim, da disponibilização de mais serviços governamentais e públicos.

O grande destaque vai, no entanto, para a larga maioria (83%) que aponta a Internet como uma ferramenta passível de ser considerada um direito humano básico. A forma como ela pode contribuir para uma cidadania mais ativa e para a consolidação de uma verdadeira consciência política em cada país está na origem desta votação.

[Foto: ptxserver.blogspot.com]

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