Caloiros e já a pensar nos negócios

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Apostada em combater o problema da empregabilidade dos jovens licenciados, a Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESCE-IPVC) tem em marcha um projeto de ensino inovador: dotar os alunos de ferramentas necessárias para a criação dos seu próprio emprego, desde o primeiro ano de curso, aproveitando para dinamizar a economia da região.

Assim, e a partir deste ano letivo, todos os estudantes que ingressam em qualquer licenciatura desta escola estão obrigados a desenvolver um plano de negócio ao longo dos três anos do curso. Este projeto integra mais de 40 docentes das diversas unidades curriculares, que vão estimular o espírito de iniciativa e apoiar os alunos e a criarem o seu projeto de forma progressiva e multidisciplinar.

Qual é a inovação, perguntas tu? “A prática habitual no Ensino Superior, ao nível de licenciaturas, consiste em pedir aos estudantes para desenvolverem um plano de negócio numa unidade curricular de empreendedorismo que normalmente se concentra no último ano do curso ou até no último semestre apenas. O tempo disponível é muito curto e o que acaba por acontecer na grande maioria das vezes é que os projetos não chegam a ficar suficientemente maduros para serem implementados. Queremos que os nossos alunos pensem numa ideia de negócio desde que entram na escola e o desenvolvam de forma integrada em cada unidade curricular”, explica João Paulo Vieito, diretor da ESCE.

Neste primeiro semestre letivo foram já desenvolvidos vários workshops de motivação e iniciativa empreendedora dirigidos aos estudantes do primeiro ano, sendo que no início do segundo semestre será feita uma primeira avaliação das ideias dos alunos, para que comecem desde logo a ser trabalhadas paralelamente a cada unidade curricular. “Do conceito à prática vai um longo caminho e é fundamental testar as ideias, designadamente ao nível da viabilidade financeira. Pretendemos que cada estudante no final da licenciatura tenha já um plano de negócio suficientemente trabalhado e testado, nomeadamente ao nível da pesquisa de investidores, para que, caso assim o queira possa colocar essa ideia em ação”, sublinha João Paulo Vieito, esperando que a ESCE-IPVC se afirme como uma escola de empreendedores e seja capaz de mudar o atual panorama económico regional, do qual muitas das pequenas e médias empresas têm vindo a desaparecer.

O projeto conta com o apoio do IAPMEI, do Conselho Empresarial dos Vales do Lima e Minho (CEVAL) da Câmara Municipal de Valença, do Parque Empresarial de Valença Interminho – que disponibiliza espaço para alojar os projetos mais promissores no momento da sua conclusão – e ainda da Caixa de Crédito Agrícola do Noroeste, entre outras parcerias estabelecidas com instituições públicas e privadas.

[Foto: Rennett Stowe @ Flickr]

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