Universidades com menos cortes

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Afinal, parece que o corte no orçamento do Ensino Superior não vai ser tão grande quanto o previsto. Ontem, o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, no final das reuniões que manteve em Lisboa com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e com o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, garantiu que vai haver um reforço de verbas. Os valores não foram especificados.

No início do mês, o CRUP alertava para os “efeitos imprevisíveis e irreversíveis em todo o sistema universitário” que o anunciado corte na ordem dos 9,4% podia ter nas universidades portuguesas, “inviabilizando o desenvolvimento de atividades essenciais para o seu funcionamento”, e colocando mesmo em causa “o funcionamento das universidades públicas”.

Esta quinta-feira, o ministro Nuno Crato devolveu a esperança às universidades: “conseguimos resolver o problema com alguma reafetação de verbas por parte do Ministério da Educação e com um reforço por parte do Ministério das Finanças”. Os problemas a que se refere o governante têm a ver com a reposição dos subsídios aos funcionários públicos e com os descontos para a caixa geral de aposentações.

Sem avançar valores concretos, Nuno Crato referiu que o corte ficará assim mais próximo dos 3,2% anunciados em julho e segundo os quais as universidades basearam o planeamento para 2013.

António Rendas, presidente do CRUP, citado pela Rádio Renascença, mostrou-se satisfeito com o reforço de verbas em relação ao que se temia e cancelou a comunicação ao país que estava prevista para hoje.

[Foto: Liliana Rocha Dias / Arquivo JPN]

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