Um século de devoção à Enfermagem

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Decorrem nesta altura as celebrações do 100º aniversário da Escola Superior de Enfermagem (ESE) da Universidade do Minho. Ao longo do século, cerca de 3 mil estudantes lá se fizeram enfermeiros, com qualidade comprovada pelo prémio do Conselho Ibero-Americano em Honra da Qualidade Educativa.

A primeira designação já poucos levam na memória: há cem anos, começou por ser a Escola de Enfermagem do Hospital de São Marcos, até mais tarde passar a ser a Dr. Henrique Teles, logo seguida da Escola de Enfermagem Calouste Gulbenkian de Braga, o nome da fundação que financiou as instalações junto ao hospital. Hoje é a ESE, no Edifício dos Congregados, bem no centro histórico de Braga, e deverá passar a ter novas instalações no campus de Gualtar (a malfadada crise continua a adiar o projeto).

Com cerca de 600 estudantes atualmente, e com mais de 3 mil profissionais lá formados, a ESE celebra hoje o centenário, com uma cerimónia solene que decorre a partir das 10h da manhã, e onde irão intervir o reitor António M. Cunha, a presidente da escola, Isabel Lage, e a presidente da Associação de Estudantes da mesma, Mariana Laranjeira. Haverá também direito a uma palestra da oradora convidada Teresa Moreno Casbas, da Nursing and Healthcare Research Unit do Instituto de Saúde Carlos III, em Madrid, intitulada “O futuro da investigação em enfermagem e a importância desta ciência na prática baseada na evidência”. A música e as atividades lúdicas não vão faltar.

Finalistas de 1953
Estes foram os finalista de 1953 na atual Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho.

Este dia 29 de outubro, marca uma espécie de resumo daquilo que tem sido um ano de plena comemoração pelo sucesso que um século de existência evidencia. Conferências, ações de diagnóstico e de promoção da saúde, workshops, formação contínua ou uma semana aberta a alunos do ensino básico e secundário são alguns dos exemplos do que pela ESE se tem feito em 2012. Desde setembro, a ESE é também membro da Associação Latino-Americana de Escolas e Faculdades de Enfermagem, num processo que vai de encontro aos objetivos de fortalecimento da internacionalização da instituição.

A esta se juntam outras metas, como a estabilidade da oferta formativa, a consolidação da investigação ou a interação com a sociedade, segundo a presidente Isabel Lage. A prova de que nem 100 anos são suficientes para cair na estagnação.

De referir que a oferta formativa da ESE, para além da licenciatura em Enfermagem, que detém uma das três mais altas médias de acesso do país na área, inclui mestrados, pós-graduações, pós-licenciaturas e cursos de curta duração. “Elevada qualidade, exigência, rigor” e “promoção do desenvolvimento científico, técnico, cultural e ético dos estudantes” são os princípios pelos quais a escola se tentou basear desde 1912.

[Foto: UMinho]

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