Corta o mato e produz biocombustível

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Os mais rurais sabem que o mato serve para acomodar os animais nas cortes… Mas que uma grande fatia desta vegetação nasce no monte com a simples finalidade de arder num incêndio de verão. Contudo, investigadores da Universidade de Aveiro (UA) dão agora outro uso ao mato, através dum equipamento que corta e acondiciona a vegetação para ser transformada em biocombustível.

Como funciona, afinal, a máquina que é um verdadeiro dois em um para a limpeza da floresta? Primeiro corta o mato, reduzindo drasticamente o risco de incêndio. Depois, acondiciona a biomassa de forma a que esta possa ser facilmente transportada para fora do terreno e rentabilizada como biocombustível. Através de lâminas de corte, dum rolo com dentes que arrasta o material lenhoso para o interior da estrutura e um segundo rolo que permite a sua saída devidamente acondicionado, esta máquina, que procura empresas interessadas na sua produção, permite atuar em qualquer tipo de terreno. Além disso, a original máquina tem o tamanho ideal para facilmente ser acoplada e manobrada por num qualquer trator agrícola, o que a torna perfeita para os  pequenos e médios proprietários florestais portugueses.

“Termos a possibilidade de cortar e acondicionar a biomassa dos matos florestais através de uma só máquina possibilita um trabalho contínuo, mais rápido e eficaz”, aponta José Figueiredo, investigador do Departamento de Ambiente e Ordenamento da UA e um dos criadores do mecanismo que quer que se passe a falar menos de incêndios florestais em Portugal. A equipa da UA, ao invés, quer antes ouvir no futuro que os resíduos florestais, “um recurso que tem sido pouco valorizado por falta de equipamentos específicos adequados ao processo”, deixou de ser combustível nos incêndios para o passar a ser em sistemas de aquecimento de edifícios.

[Foto: Universidade de Aveiro]

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