O amor e a vida de Paris à Madeira

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A História e a ficção cruzam-se na obra de António Breda Carvalho, “O Fotógrafo da Madeira”, num retrato de uma época marcada por um difícil contexto político-social. Afonso e Laura, o primeiro oriundo de uma família produtora de vinho da Madeira, a segunda filha de um feitor, conferem a dose de romantismo ao enredo.

É numa situação política delicada que o patriarca de uma família produtora de vinho da Madeira se vê obrigado a enviar para Paris o herdeiro, Afonso Ayres Drumond.

Afastado da realidade portuguesa, Afonso regressa ao arquipélago passados vinte anos, na qualidade de cônsul francês e com o grande objetivo de gerir o negócio dos pais entretanto falecidos. O que Afonso não contava era descobrir tantas diferenças entre uma França liberal, cosmopolita e industrializada e uma muito diferente Madeira, a precisar de um impulso e de crescer economicamente, para melhorar a vida das populações.

É no meio desse esforço quase inglório que Afonso faz uma série de inimigos, mas é também aí que a sua vida se cruza com a de Laura, oriunda de uma família de classe inferior, mas com uma educação marcadamente liberal, o que facilita a aproximação de ambos.

É este o mote para “O Fotógrafo da Madeira”, romance da autoria de António Breda Carvalho, professor, licenciado em Estudos Portugueses pela Universidade de Coimbra e mestre pela Universidade de Aveiro. O autor estreou-se na literatura em 1989, com um livro de contos intitulado In Vino Veritas, e mereceu já algumas distinções, como o Prémio João Gaspar Simões / 2010 com este romance editado pela Oficina do Livro.

Edição: 2012
Páginas: 300
Editor: Oficina do Livro
PVP: 14,50 euros

[Foto: Oficina do Livro]

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