Tanta beleza num tão pequeno retângulo

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A forma geométrica de que falamos é Portugal e a descrição é de um portal internacional, o UCity Guides, que compilou uma lista dos 10 países mais abençoados pela mãe Natureza. Portugal surge em sexto, porque chega a tornar-se “impressionante como tanta beleza diversificada cabe de alguma maneira num país tão pequeno, que parece ser um dos preferidos do sol”.

O UCity Guides fornece aos utilizadores informação sobre diversos destinos turísticos e decidiu fazer um top 10 dos países “abençoados por oferecer uma variedade de paisagens e uma abundância de inspiração do homem e da natureza”.

O arquipélago dos Açores, belo e vulcânico, valia por si só uma menção honrosa a Portugal nesta lista. O mesmo se passa com o outro arquipélago, o da Madeira, descrito como um “flutuante jardim”, abrindo assim as portas para um Portugal continental não menos impressionante: a dramática costa e os míticos cabos, as serenas planícies alentejanas, com as vilas medievais de Marvão e de Monsaraz a merecerem referência especial, ou o Parque Nacional da Peneda-Gerês são só alguns exemplos (ainda que a fotografia escolhida referente ao Algarve).

Mas o cenário não fica completo sem “a perfeita colaboração entre o homem e a natureza na mágica fantasia de Sintra e no verdejante Vale do Douro”. Os centros históricos de Lisboa e Porto não são esquecidos pelo UCity Guides, mas são segundo o portal “negligenciados” – falta dar o devido valor às respetivas belezas cénicas, apoiadas por imponentes zonas ribeirinhas.

Resume o site internacional que, apesar de tudo ser numa pequena escala, quando combinado, dá lugar a uma beleza que nos chega a parecer demasiada para um país tão pequeno. Tamanha admiração é premiada com o sexto lugar.

Esperemos que não seja nenhuma estratégia do UCity Guides para melhorar a auto-estima de países que a têm em baixo ultimamente, mas a verdade é que dos seis primeiros classificados, quatro estão em muito delicada situação financeira, fortemente atingidos pela crise do euro. Para além de Portugal, há Itália, Espanha e Grécia nos lugares cimeiros da lista.

Grécia
Santorini, na Grécia, a provar que há coisas que a crise não leva.

Crise não chega à natureza

O primeiro lugar é mesmo para o país da bota, eleito pelas paisagens toscanas e pelas mais belas cidades do Mundo, onde podemos incluir Roma, Florença e Veneza. Nuestros hermanos são os senhores que se seguem, com referências a Barcelona, aos Pirinéus e à Andaluzia. O terceiro lugar é para os franceses, que podem ser acusados de concorrência desleal, graças à capital Paris. Ainda assim, o UCity convida os leitores a conhecer a Riviera francesa ou as regiões de Bordéus e Champagne.

O quarto posto é o primeiro fora da Europa: a Austrália tem paisagens naturais incomparáveis e consegue juntar a beleza de uma cidade como Sidney com a magia das ilhas tropicais Whitsunday. No lugar imediatamente anterior a Portugal, voltamos à crise, com a Grécia a ser destacada pelas ilhas do mar Egeu, as ruínas do Olimpo e de Atenas, que explicam o motivo pelo qual a Grécia é berço de tantos deuses.

Após as maravilhas lusitanas, surge o sétimo lugar para os EUA, ainda que com referência a algumas das “cidades mais feias do mundo desenvolvido”, excetuando São Francisco. No entanto, não se podem esquecer ‘pormenores’ como as ilhas do Havai ou o Grand Canyon. Ainda do outro lado do Atlântico, surge o Brasil com o oitavo lugar, à custa de locais irrepetíveis como o Amazonas ou as cataratas de Iguaçu. As cidades não são deixadas de fora, e o UCity Guides explica que a natureza se empenhou demasiado no Rio de Janeiro – que considera uma das cidades mais belas do mundo -, deixando de lado São Paulo – vista como uma das mais feias.

Brásiu
Conhecida como a cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro raramente fica fora de listas como a do UCity Guides.

A Cidade do Cabo não fica atrás do Rio e garante o nono lugar à África do Sul, coadjuvada pelo Kruger National Park, onde a vida selvagem se encontra realmente preservada. No último lugar vem a próspera Alemanha, “terra de contos de fadas e jóias arquitetónicas”, de onde se destacam Munique e outras cidades de menores dimensões, como Dresden, Leipzig e Potsdam.

[Fotos: UCity Guides]

 

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