O mistério dos novos casais

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Basta uma viagem em transportes públicos ou uma ida ao supermercado para perceber, após alguns minutos de atenta observação, que há comportamentos de casais mais velhos que, hoje em dia, os mais novos admitem que “já não se usam”. Maria Quinteiro foi mais longe e, após 72 entrevistas e muito trabalho de investigação, lança agora o livro  “Viver a dois em tempos de incerteza. Razão e emoção na união conjugal”.

A investigadora colaboradora do Centro de Investigação em Ciências Sociais (CICS) da Universidade do Minho (UMinho) procura com esta obra dar a conhecer as principais diferenças entre os casais de hoje e de outrora. “A indissolubilidade da união conjugal já não é uma garantia, a sexualidade passou a ser cultivada pelos companheiros e as certezas sobre o futuro diluíram-se”, explica a autora, que estará presente numa sessão de apresentação esta sexta-feira, dia 21, às 14h30, na Sala de Atos do Instituto de Ciências Sociais da UMinho.

A obra teve como objetivo situar os casais ao longo dos processos históricos, atentando nas várias transformações ocorridas, principalmente após a Segunda Guerra Mundial. A análise qualitativa apontou outras alterações na forma de viver e de olhar para a união conjugal: “Os casais contemporâneos convivem com outras verdades, nomeadamente no que diz respeito às diferenças de género, e mostram maior abertura para a mudança, soltando-se de determinadas rotinas que outrora eram imutáveis”, explica a investigadora. Além disso, o estudo mostra que a família já não tem a decisão final quanto à escolha dos cônjuges, ao contrário daquilo que acontecia antigamente.

[Foto: Sergio Vassio @ flickr]

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