Desperta o DJ que há em ti

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Dos casamentos aos bares, passando pelos festivais, as discotecas e outros festejos entre amigos, há sempre lugar para um bom DJ, aquele profissional capaz de ressuscitar os pés de chumbo e fazer cantarolar os mais duros de ouvido. Mas para a arte de mixar, desenganem-se os néscios, pois nem todos estão talhados – a Dancefloor DJ Academy Lisboa sabe disso e convida-te a descobrir as formações que tem disponíveis e que te poderão ajudar a sobressair num mercado onde abundam os ‘pseudo DJ’.

Começou por ser apenas funcionário, mas hoje Rogério Romão é dono, diretor e formador na Dancefloor DJ Academy Lisboa, sediada no Parque das Nações, e lançada em 2003, atendendo à falta duma instituição em Portugal com formação credível e know-how técnico e humano, tanto na área do DJing e da produção profissional de música eletrónica – as duas vertentes formativas da escola. Ambos cursos estão divididos pelos Níveis I, II e III (inicial, intermédio e avançado), que podem ser tirados por separado ou em conjunto, através do chamado Curso Master, que engloba os três níveis. À partida, e tendo em conta o furor que um DJ é capaz de causar, muitos são os que acreditam ter vocação para mixar músicas. No entanto, e no caso de achares que até sabes ‘umas coisas’, Rogério Romão explica: “quando as pessoas nos dizem “já sei fazer isto”, “já mexo em casa”, “já tenho alguns equipamentos” ou “quero começar no Nível II”, nós pedimos para vir cá aos estúdios e, na presença dum formador, fazemos uma avaliação e dizemos se achamos boa ideia a pessoa começar no Nível II ou fazer primeiro o Nível I, onde pode aprender as dificuldades ainda apresentadas”. Isto tudo porque “porque às vezes a pessoa pensa que já tem as noções aprendidas mas não tem e há certas bases sem as quais a pessoa depois não consegue avançar”.

Equipamento 2

Quanto a idades, e se a paixão pelo Djing e pela produção de música eletrónica for de coração, os limites estipulados pelo Cartão de Cidadão não existem. “Antes de adquirir a empresa, tinha ideia de que o típico aluno teria 15 ou 16 anos… Mas não é bem esse o perfil do aluno aqui na escola. A média de idades andará pelos 20 e muitos, sendo que já tivemos alunos até com 11 anos (um caso dum rapaz de 14 anos que veio inscrever-se com o pai e o irmão mais novo, de 11 anos, que também se quis inscrever ao ver o mais velho). Temos também alunos de 40 e 50 anos e já tive, pelo menos, dois casos de alunos na casa dos 60 – aquelas pessoas que sempre tiveram o sonho de ser DJ e agora que estão reformados têm tempo para se dedicar a isto”. No que toca a sexos, a percentagem andará pelos 70% de alunos homens e os 30% restantes de alunas mulheres, que “aparecem cada vez mais”, acrescenta Rogério.

A Dancefloor DJ Academy Lisboa conta com os melhores equipamentos existentes no mercado atual, permitindo misturar com CD’s, vinil e com as novas tecnologias de controladores digitais. Dispõe ainda de quatro salas de DJ individuais e uma sala de produção com gravação e captação de som, bem como formadores com larga experiência e reconhecidos no mercado. Qualquer pessoa interessada nos cursos deverá ir até ao site da escola, www.cursodj.com e fazer um pré-registo. A partir daí, será contactada pela escola para marcar uma visita aos estúdios, conhecer as instalações e ser esclarecida quanto ao funcionamento dos cursos.

RR
Rogério Romão trabalha todos os dias para dotar os seus alunos das melhores ferramentas a nível de conhecimentos e técnicas.

Contra os ‘pseudo DJs’, estudar, estudar!

Se, por um lado, há cada vez mais DJs no mercado e “felizmente há muitos casos de sucesso em alunos formados pela Dancefloor”, muitos são igualmente os casos dos ‘pseudo DJs’, como lhes chama Rogério Romão. “São pessoas sem formação e sem qualidade que, por isso, depois tornam difícil a quem tem essa formação ou essa qualidade arranjar o seu posto de trabalho”, refere o responsável da Dancefloor, discriminando o primeiro tipo de ‘pseudo DJs’ mais prolífico. “São rapazes novos que arranjam um programa pirata e um controlador barato e fazem uso das ajudas tecnológicas e truques que não havia antigamente: botões mágicos que fazem a sincronização da música sem ser preciso o DJ estar a acertar manualmente, por exemplo, mas isso não é Djing verdadeiro”. Quanto ao segundo tipo de falsos DJ, Rogério explica que “são eles modelos, atores e pessoas conhecidas que aparecem na TV e, sem os requisitos mínimos, são automaticamente promovidos a DJ. Sabem que têm mercado e vêm inclusivamente parar cá à escola para tirar o Nível I e aprender ‘qualquer coisinha’ para irem depois fazer as presenças. Todas essas pessoas seriam muito menos criticadas pelos verdadeiros DJ e apreciadores se tivessem, pelo menos, uma formação básica para fazerem um trabalho com os requisitos mínimos de qualidade”.

Sala

Embora possa parecer uma tarefa hercúlea, fazer com que os donos dos espaços e o público saibam reconhecer a qualidade do bom profissional passa, em grande parte, por uma boa formação. No caso da Dancefloor DJ Academy Lisboa, os objetivos passam lutar contra o aparente “défice de bom gosto musical português”: “tentamos incutir nos alunos gosto e cultura musical. Queremos que saibam onde surgiu a música de dança, quem foram os DJ, quais foram os equipamentos e técnicas utilizados…. Porque se não forem os Dj a mudar o panorama ninguém vai mudar – as pessoas vão querer ouvir aquilo que ouviram todo o dia na rádio e acabamos por ficar com a mesma pescadinha de rabo na boca em que nada vai mudar”.

Além de formação, a Dancefloor DJ Academy Lisboa dá ainda conselhos sobre como escolher repertório e como prevenir apreensões de equipamento por utilização de músicas pirata, de que forma dar início à promoção pessoal e como devem ser usadas as redes sociais. “Faz tudo parte do curso de DJing”, garante Rogério Romão, apelando à participação no passatempo Mais Superior/Dancefloor DJ Academy Lisboa, que oferece um Curso Master de DJ. Sabe mais na edição de outubro da Mais Superior.

[Foto: Samuel Alves]

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