Aprender sem esforço… Financeiro

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Parabéns. Acabas de ingressar no Ensino Superior. O teu esforço foi recompensado. Vais agora entrar numa etapa determinante para que te realizes profissionalmente. A entrada no Ensino Superior implica um conjunto de alterações na tua vida pessoal e familiar, nomeadamente ao nível financeiro.

Em muitos dos casos, e exceto para quem tem a sorte de morar junto à instituição de ensino, é necessária a alteração de residência ou, na melhor das hipóteses, aumenta a distância das deslocações diárias. Isto implica, de imediato, custos com alojamento e custos de transporte mais avultados, além das despesas com alimentação. As propinas são outro gasto que os alunos terão de suportar, já para não falar dos gastos com material escolar que são muito superiores neste nível de ensino, embora também dependam do curso que o aluno escolheu.

É, assim, fundamental fazer um planeamento muito eficaz dos gastos, para que as despesas não coloquem em causa a estabilidade financeira do agregado familiar e possibilitem ao jovem continuar a estudar. Este planeamento deverá ser feito pela família, caso seja ela que vá suportar os gastos do estudante. Em conjunto, devem ver o que é possível e, caso sintam a necessidade de aumentar os rendimentos para não entrar em colapso financeiro, deves equacionar, de forma natural e sem qualquer preconceito, a hipótese de trabalhares. No Ensino Superior é natural que isso aconteça, existindo mesmo condições especiais para quem trabalha e estuda em simultâneo. Informa-te na tua instituição como obter o estatuto de trabalhador estudante. Além dos trabalhos em regime de part-time, existem agências a contratar para trabalhos pontuais, como são exemplo as promoções de produto. Nesta área, a criatividade e as novas plataformas de comunicação têm-se revelado verdadeiras fontes de rendimento para algumas pessoas. Estou a referir-me, por exemplo, a quem desenvolve pequenos negócios através da internet, nomeadamente das redes sociais.

Caso tenhas de procurar alojamento, tem em conta a distância até à universidade versus o valor da renda. É preciso ver se te compensa financeiramente estar mais perto do teu novo local de estudo ou se a diferença de preços justifica ficar mais afastado e ir de transportes. A rede de transportes públicos também é um aspeto a ter em consideração. A partilha de casa ou o aluguer de um quarto é sempre uma excelente opção para encurtar os custos. O segredo está em colocar todas as hipóteses em cima da mesa e fazer contas. Investe algum do teu tempo nesta pesquisa, pois pode fazer muita diferença no orçamento mensal. E, por falar em orçamento mensal, recordo que esta é uma ferramenta que não deves descurar para o domínio das tuas finanças. Basicamente, estamos a falar duma simples folha em que apontas todas as tuas receitas e despesas. Um documento imprescindível que te permite controlar os gastos e perceber onde tens de cortar nos gastos, acabando com a velha história “não sei para onde foi o meu dinheiro!”.

Os Serviços de Ação Social dão uma ajuda

Para tornar o Ensino Superior acessível a todos, independentemente das condições socioeconómicas dos estudantes, o Estado disponibiliza Serviços de Ação Social. Atribuição de bolsas, alojamento em residências universitárias e alimentação são alguns dos apoios concedidos aos alunos. Informa-te nos Serviços de Ação Social da tua universidade.

Sobre a autora deste texto

Susana Albuquerque é Secretária-Geral e coordenadora do Programa de Educação Financeira da ASFAC – Associação de Instituições de Crédito Especializado. A também autora do livro “Independência Financeira para Mulheres” colabora mensalmente na revista Mais Superior para te dar dicas práticas que poderás aplicar no teu dia-a-dia.

[Foto: Images_of_Money @ flicr]

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