Até ao lavar dos cestos

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Se calhar não é a cidade que mais associas à famosa época das vindimas, mas a verdade é que Lisboa também as tem. A Tapada da Ajuda é o único local onde é possível vindimar na capital, mais propriamente na vinha da Meia Encosta, e tu podes fazer parte do processo. A procura por voluntários de todas as idades é a forma encontrada para responder à falta de funcionários de campo.

A única vinha da capital portuguesa, a da Meia Encosta, está à procura de voluntários pelo segundo ano consecutivo. Em 2011, a resposta foi de tal forma positiva que o Núcleo dos Espaços da Tapada, responsável pela iniciativa, não podia deixar de repetir o processo. A ideia surgiu para combater a falta de pessoal – havia apenas um funcionário de campo para as vinhas e pomares – e a grande impulsionadora foi “a alegria que está associada às vindimas”, explica Dalila Espírito-Santo, diretora do Jardim Botânico da Ajuda e coordenadora dos espaços da Tapada, em entrevista ao Boas Notícias.

É preciso prestares atenção às exigências físicas do voluntariado: começa pouco depois do nascer do sol, às 8h da manhã, e prossegue até à hora do almoço (entre as 12.30h e as 13h). Às 14h retoma-se o trabalho, que se prolonga, “no máximo”, até três horas mais tarde.

Mais novos ou mais velhos, todos podem concorrer, esperando-se até que pessoas mais velhas ou reformadas queiram dar aos filhos a experiência de vindimar, coisa que muitos deles certamente não estão habituados a fazer. Essa é aliás uma das motivações principais dos interessados, segundo a coordenadora do projeto: “a motivação principal é o facto de esta ser uma atividade de que todos os lisboetas ouvem falar mas na qual tiveram poucas ocasiões de participar e que para muitos está associada às memórias de infância e às tradições de família”.

Vindima não é brincadeira

Apesar do caráter lúdico do trabalho, a verdade é que há cuidados, alguns óbvios, a ter em conta. Água, muita água, protetor solar, chapéu e um pequeno lanche são elementos imprescindíveis, alerta Dalila Espírito-Santo, que relembra que “o manuseio de uma tesoura de poda não deixa de ser perigoso e não é a primeira vez que ao cortar o cacho também se dá um golpezito no dedo que ficou atrás”. Por isso, jovens com idade inferior a 16 anos terão de ser acompanhados de perto por um adulto.

Apesar de todo o trabalho ser voluntário, há direito a um brinde para todos os que se despenderem mais de sete horas de trabalho. A organização oferecerá uma caixa de cinco litros de vinho, correspondente ao que cada pessoa ajudou a produzir, e convida para um almoço coletivo no final das vindimas, durante o qual pode ser degustado o néctar da campanha anterior.

As inscrições ainda estão a decorrer, já que as vindimas só terminam na segunda quinzena de setembro – e tiveram início a 20 de agosto. Só precisas de enviar um e-mail para botanicoajuda@isa.utl.pt, informar a organização da tua disponibilidade e pores mãos (ou será pés?) à obra.

[Foto: Jsome1 @ flickr.com]

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