Os computadores são a saída

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É uma boa notícia para quem está a ponderar licenciar-se em informática. Afinal, nem tudo é crise e desemprego e a Universidade Portucalense (UPT) revela que os jovens que saem dos cursos superiores desta área não chegam para tantas ofertas de trabalho. A matemática pode ser a explicação para que não haja mais alunos a optar por esta solução.

Numa altura em que tanto se fala de crise, tens aqui uma ‘janela de saída’. É verdade que deves optar pelas áreas que te dão mais prazer, mas não podes fazer o que Filomena Castro Lopes, diretora do Departamento de Ciência, Inovação e Tecnologia (DICT) da UPT, afirma: “os nossos jovens têm tendência a cultivar o facilitismo e, frequentemente, optam pelos cursos que lhes parecem mais fáceis, em detrimento dos que lhes conferem maiores garantias de empregabilidade”.

De acordo com o “EURES – O Portal Europeu da Mobilidade Profissional”, as profissões ligadas à área da informática e sistemas de informação são as mais procuradas em toda a Europa. Num ranking de 10 profissões, os “engenheiros de sistemas e programadores” aparecem no primeiro lugar das procuras.

Atenção, raparigas!

“Com base no EURES, há mais de 1800 empresas em toda a Europa a quererem contratar licenciados na área da informática e não deixa de ser alarmante constatar que, numa era marcada pelo forte índice de desemprego entre os jovens licenciados, estes, e sobretudo as mulheres, aderem cada vez menos aos cursos que mais garantias de emprego lhes dão”, comenta Filomena Castro Lopes.

Os cursos de informática são exigentes e a elevada quantidade de matemática pode afastar alguns alunos, que temem não conseguir superar esse obstáculo. Mesmo para esses, há boas notícias: “constatámos que, quando ingressam nos cursos da área da informática, acabam por reconhecer que conseguem fazer com aproveitamento e gosto as unidades curriculares da área da matemática”.

No caso da UTP, os licenciados em informática não chegam, o que reflete a situação no resto do país e na Europa: “quando acabam o estágio, 85 por cento dos nossos alunos já têm emprego assegurado e, por mês, divulgamos, junto dos alunos, uma média que supera as sete ofertas de emprego, número que se mantém mesmo após a chegada da troika”, conclui Filomena Castro Lopes.

[Foto: Public Domain Photos @ flickr.com]

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