O GPS das causas sociais

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Não é nada bom sinal quando tem de ser usado, mas pode ser fundamental para prevenir e solucionar: a Universidade de Aveiro (UA) lançou um sistema inovador de localização e comunicação muito útil em cenários de catástrofe natural. A Marinha Portuguesa vai usá-lo em missões de ajuda humanitária.

Chama-se NAPIS – Navy Positioning and Identification Systems – e tem a particularidade de permitir montar, em poucos minutos, uma rede de comunicação privada, totalmente independente das outras redes móveis, falíveis e que por vezes são afetadas. O coordenador do projeto, Nuno Borges Carvalho, diz que “o sistema tem como objetivo ter uma localização precisa e constante dos homens destacados nestas missões e sua subsequente georreferenciação”.

O NAPIS está dividido em duas vertentes, uma para ambientes exteriores, outra para interiores. A primeira recorre a sinais GPS para perceber rapidamente a localização das equipas, permitindo também o retorno de mensagens sobre as condições do terreno. A segunda é um subsistema de localização que permite identificar e localizar pessoas em espaços fechados, como por exemplo dentro de edifícios em ruínas. Tanto num como noutro cenário, os elementos da Marinha destacados no terreno transportam um aparelho, que cabe no bolso, que identifica e transmite a sua localização exata em tempo real, dando conta às chefias das condições do local.

O projeto do Instituto de Telecomunicações, encomendado pela Marinha nacional e em parceria com a UA, tem como objetivo, refere o investigador, “maximizar e otimizar a logística das missões humanitárias de uma forma muito eficiente”.

[Foto: UA]

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