Fintar a crise com uma especialização

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Carlos Braumann é reitor da Universidade de Évora e não tem dúvidas de que “apesar de todas as contingências financeiras que marcam o quotidiano, a posse duma formação superior e duma formação pós-graduada são hoje condições indispensáveis para a integração no mercado de trabalho”. Além de uma menor taxa de desemprego, possuir um título superior significa, em média, ter ainda um maior salário ao final do mês…

 

 

O que diferencia a Universidade de Évora doutras instituições de Ensino Superior?

A Universidade de Évora dispõe duma oferta formativa alargada que compreende áreas como as Artes, as Ciências Humanas e Sociais, as Ciências e Tecnologias e a Saúde. Nestas áreas, disponibiliza uma oferta ao nível de Licenciaturas, Mestrados e Doutoramentos e assegura ainda um número importante de Pós-Graduações e cursos de curta duração que procuram ir ao encontro das necessidades do mercado e da necessidade duma formação recorrente ao longo da vida. O ensino na Universidade de Évora assegura uma formação de qualidade certificada pela Agência de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior, em estreita ligação com o setor produtivo e integrando componentes transversais como a formação para o empreendedorismo.

A Universidade de Évora é membro de organizações internacionais altamente prestigiadas como a Magna Carta Universitatum, a European University Association, o Grupo de Tordesilhas ou a UNIMED, entre outras. Localizando-se numa cidade classificada como Património Mundial, a Universidade de Évora carateriza-se por um forte espírito académico, afirmado de forma recorrente pelos alunos que a frequentam e que guardam para toda a vida saudades da sua Universidade. O acesso muito fácil dos estudantes aos seus docentes para esclarecimento de dúvidas, orientação de trabalhos, aconselhamento tutorial, participação em projetos e apoio à inserção profissional é uma característica que nos distingue entre as Universidades portuguesas. Talvez por isso, são muitos os trabalhos dos nossos estudantes premiados em certames nacionais e internacionais.

A nível de Pós-Graduações quais são as principais ofertas da Universidade de Évora?

Entre os cursos mais procurados destacam-se as formações nas áreas da Economia e Gestão, da Psicologia, da Sociologia, das Artes e da Arquitetura, da Biologia e da Biotecnologia, da Enfermagem e da Saúde, das Ciências Agrárias, da Engenharia, da Informática, da Estatística, das Línguas, do Desporto e das Ciências da Educação e Formação de Professores, mas cursos de outras áreas, ainda que com menor número de alunos, têm também boas saídas profissionais e são igualmente muito importantes para o desenvolvimento económico, social e cultural.

A formação pós-graduada assume-se hoje como uma formação indispensável à integração no mercado de trabalho ao conferir um conjunto de competências e de conhecimentos especializados. A este nível a articulação entre ensino e investigação é particularmente importante, pelo que os cursos que asseguramos estão articulados com centros e laboratórios de investigação, com projetos de investigação nacionais e internacionais e com empresas sediadas na região. Dos centros de investigação, permita-me destacar o CEFAGUE, classificado de Excelente pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e que apoia a investigação e ensino na área da Economia e Gestão. Dos laboratórios de investigação, permita-me destacar o Laboratório Hércules, dado tratar-se de um laboratório interdisciplinar de referência internacional, dotado de tecnologia de ponta, onde as ciências, as artes e as humanidades se aliam para o estudo e preservação do património artístico, arqueológico e monumental.

Mais recentemente a formalização do Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo, de que a Universidade é o principal promotor, abriu caminho ao estabelecimento de novas parcerias com o mundo empresarial e a uma ligação mais estreita entre ensino, investigação e comunidade. O Instituto Português de Energia Solar que promovemos com a participação das principais empresas e instituições do setor, é outro bom exemplo de apoio à investigação e transferência de conhecimento, com forte articulação com a Licenciatura em Engenharia de Recursos Renováveis (a primeira do país) e o novo mestrado em Energia Solar.

Carlos Braumann
Carlos Braumann é reitor da Universidade de Évora e acredita nas potencialidades de continuar os estudos para além da Licenciatura.

Quer deixar alguma mensagem de alento a todos os nossos leitores sobre as mais-valias de ter apostado nos estudos para além do 12º ano?

Apesar de todas as contingências financeiras que marcam o quotidiano, a posse de uma formação superior e de uma formação pós-graduada são hoje condições indispensáveis para a integração no mercado de trabalho, em particular num mercado de trabalho cada vez mais globalizado, que ultrapassa as fronteiras nacionais.

Algumas mensagens que têm passado para a opinião pública são muito enganadoras. É certo que a taxa de desemprego entre os que têm formação superior subiu ultimamente em resultado da difícil conjuntura económica. Será que isso significa que não vale a pena ter formação superior? Antes pelo contrário, ela é cada vez mais necessária. Basta olhar para a taxa de desemprego muito mais elevada que grassa entre os que não têm formação superior e para os salários, em média bem maiores, de quem tem formação superior.

Esta é também uma excelente ocasião para investir na formação pós-graduada (Mestrados, Doutoramentos e Pós-Graduações de atualização e reciclagem) de qualidade como a oferecida na Universidade de Évora. O leitor pode fazê-lo pela pura satisfação intelectual ou pela importância crescente da formação avançada num mundo em constante mudança e com exigências crescentes de qualificação. Em qualquer caso, ficará surpreendido com o nível de esforço financeiro exigido dada a nossa preocupação em manter as respetivas propinas bastante acessíveis. Em caso de carência económica, há bolsas de estudo e outras formas de apoio financeiro, pelo que, mesmo quem esteja desempregado (eu diria, sobretudo quem esteja desempregado), deveria aproveitar esta oportunidade de qualificação.

Para aqueles que têm licenciaturas pré-Bolonha de 4 ou 5 anos de duração, como já obtiveram parte da formação que hoje é ministrada no mestrado, sugiro a adesão ao programa “Vale a Pena Ser Mestre”, que reconhece essa formação adicional e permite assim a conclusão do mestrado em menos tempo.

[Foto: Susana Rodrigues | Gabinete de Comunicação e Imagem da UE]

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