Feliz ‘acidente’ em Lisboa

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Frank Bruni é repórter de viagens e publicou na passada sexta-feira um artigo no reputado “The New York Times” que a todos os portugueses, e especialmente lisboetas, traz orgulho e satisfação. Há dois anos, Frank apaixonou-se por Lisboa e chamou-lhe o “romance verdadeiro e sem restrições”. Descobriu a capital por acaso e decidiu que teria de voltar. Assim foi.

Frank Bruni veio a Portugal, juntamente com o seu companheiro de viagens Tom, para conhecer as maravilhas do vinho e da sua produção no Porto. Para chegar à invicta, estava obrigado a fazer uma paragem em Lisboa, depois de uma noite muito mal dormida a bordo de um voo de Nova Iorque. Impedido de fazer check in no hotel, à hora de chegada, Frank tinha seis horas para ‘matar’. Ainda mal tinha começado a vaguear quando avistou o Castelo de São Jorge. Olhou para Tom como quem pergunta ‘subimos?’. Tom sugeriu que era a melhor forma de os manter acordados.

Sem mapa, sem referências, sem pontos de interesse particulares (Lisboa era mesmo só uma escala), Frank e Tom perderam-se nas avenidas, ruas e vielas da cidade: o azul do Tejo, os telhados vermelhos, a calçada de pedra preta e branca e os azulejos são “joias que apenas Lisboa sabe usar”.

Percorreu todos os pontos de paragem obrigatória da cidade que, considera, são poucos, o que permite ao visitante deixar-se levar ao sabor da viagem. Garante Frank que lhe ocorreu que “talvez os nossos locais favoritos sejam aqueles em que as nossas expectativas são rotineiramente excedidas”, em que o acaso joga a nosso favor e em que não interessa que caminho tomamos, porque “ele vai levar-nos a algum lugar em que temos o prazer de estar”.

Hoje tem amigos em Portugal e rejubila por ter finalmente encontrado o amor despreocupado que tanto procurava – “Lisboa tem uma humildade rara, num lendário continente com tantas razões e tanta prontidão para se vangloriar”.

[Foto ChrisYunker @ flickr.com]

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