Alunos assumem Desacordo Técnico

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Habituados a escrever à “maneira antiga”, muitos alunos universitários admitem estar contra o Novo Acordo Ortográfico. O Movimento Desacordo Técnico é formado por estudantes de diversos cursos do Instituto Superior Técnico (IST) e manifesta esse mesmo desagrado: “O nosso objectivo passa pela revogação do AO no Instituto Superior Técnico, levando esta proposta aos órgãos de governo da escola”, afirmam em comunicado.

“Independentes de partidos e tendências políticas, opomo-nos ao Acordo Ortográfico de 1990 (AO)”, é este o mote com que se fazem chegar às redações de todo o país. Na última quinta-feira, dia 17 de maio, estes alunos levaram uma moção pela rejeição do Acordo Ortográfico a Assembleia Geral de Alunos. “A moção foi aprovada, tornando a Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico (AEIST) a primeira associação de estudantes do país a rejeitar oficialmente o Acordo Ortográfico”, informam.

A AEIST, reunida em Assembleia Geral de Alunos, rejeitou o Acordo Ortográfico de 1990, no seguimento da aprovação de uma moção com quatro pontos: “abandono do Acordo Ortográfico de 1990 em todos os documentos e comunicações oficiais da AEIST”; “tomada de posição pública da AEIST contra o Acordo Ortográfico de 1990″;  “defesa, por parte da AEIST, da revogação do Acordo Ortográfico de 1990 junto dos órgãos de governo do IST, assegurando que nenhum estudante seja prejudicado por recusar escrever segundo o AO”; e “proposta de revogação do Acordo Ortográfico de 1990 em Encontro Nacional de Direcções Associativas (ENDA), no sentido de dar início a um movimento nacional de estudantes do Ensino Superior contra o AO”.

Os alunos consideram que este é um passo simbólico na rejeição do Acordo Ortográfico. “Não só o IST é a maior e mais prestigiada escola de engenharia e tecnologia do país, como a AEIST é uma das organizações estudantis mais antigas e respeitadas do panorama académico nacional. Estamos disponíveis para esclarecimentos adicionais”, concluem.

[Foto: envolverde.com.br]

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2 COMENTÁRIOS

  1. Olá Ashyam!

    Antes de mais, muito obrigada pelo teu comentário.

    Na verdade, e tendo em conta a obrigatoriedade de termos de escrever, a partir de 1 de janeiro de 2013, segundo a ortografia estabelecida pelo Novo Acordo Ortográfico (quer eu concorde com ele ou não, pois sou uma trabalhadora da escrita e estou sob as coordenadas estabelecidas para o meio de comunicação social onde trabalho), a Mais Educativa optou por começar (tendo em conta que o projeto nasceu ainda ano) a escrever com o Acordo que passa a regrar a ortografia a partir de 2013, por uma questão de uniformidade.

    Tal como respeitámos o movimento dos alunos do Instituto Superior Técnico – até colocámos a notícia no site, escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico, exceto nas declarações dos alunos, respeitando a sua causa a favor da grafia antiga -, agradecemos também o respeito pelo nosso trabalho.

    Quanto à nossa credibilidade enquanto projeto, mais do que em maneiras de escrever (e polémicas à parte), ela está presente na forma honesta com que todos os dias chegamos ao trabalho: prontos para enfrentar desafios e críticas menos construtivas.

    Continuação de boa semana,
    Bruna Pereira

  2. Ironia das ironias, o post com mais “likes” dos últimos tempos num site que escreve em “acordês” é aquele que fala dos alunos do Técnico serem contra o acordo ortográfico (tal como o resto da esmagadora maioria do povo Português, já agora), logo a seguir ao post “Piadas facebook adentro” (superar os “likes” deste não deve ser fácil).
    A sério, com tanta documentação que há pela Internet (e não só) que *prova* tanta coisa sobre o AO, desde o facto de estar ilegal, até não servir de maneira nenhuma a Língua Portuguesa (antes pelo contrário), passando pela maneira de o travar (http://ilcao.cedilha.net/), não será que já é altura deste site parar com este disparate? Não acham que ganhariam muito mais credibilidade e respeito? Garanto-vos, sem qualquer sombra de dúvida, que os alunos do Técnico são nada mais que uma amostra que espelha os pensamentos dos restantes alunos do ensino superior em Portugal. O número de “likes” nesta notícia é apenas mais uma prova…

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