Cheira-me que estou perdido…

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O nariz serve para muitas mais coisas do que para segurar piercings ou fazer gastar lenços de papel durante as constipações de inverno. Assim, o ISPA – Instituto Universitário organiza, dia 1 de março, às 12h30, a conferência “Porque é que me perdi? Ativação olfativa de sistemas de navegação”.

No encontro, conduzido pelo investigador Paulo Jorge, serão apresentados resultados de uma série de novas experiências que põem em causa a teoria dos odores como fonte de informação posicional e avançam com uma nova hipótese: a ativação olfativa.

Além das inúmeras funções que os odores desempenham, eles foram também propostos para desempenhar a função de providenciar informação posicional utilizada pelos vertebrados no processo de navegação. Na década de 70, cientistas italianos propuseram que pistas químicas eram utilizadas como fonte de informação posicional. Em experiências onde os indivíduos foram intervencionados através de cirurgia para cortar o nervo olfativo, os mesmos não foram capazes de se orientar quando largados em áreas não familiares. Replicações desta e doutras experiencias deste grupo (onde se mostrava que indivíduos anósmicos eram incapazes de se orientar), nem sempre produziram resultados congruentes.

[Foto: photoblog.msnbc.msn.com | exposição “49 Jewish Noses”]

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