“A aldeia não envolve o festival, a aldeia é o Bons Sons”

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Na Aldeia de Cem Soldos, perto de Tomar, acontece um dos festivais de verão mais sui generis de Portugal, e que marca todas as pessoas que por lá passam. O porquê disto acontecer e as novidades do evento deste ano, em entrevista a Luís Ferreira, diretor artístico do Bons Sons.

O Bons Sons já ganhou um lugar de destaque no panorama dos festivais em Portugal por ser único na relação que estabelece com a aldeia que o envolve. O que pode dizer sobre isto a quem nunca foi ao Bons Sons e pondera lá ir este ano?
É sempre um conceito difícil de explicar, acredito que só o vivendo é que se consegue perceber que a aldeia não envolve o festival, a aldeia é o Bons Sons. Dos 15 festivais mais populosos de Portugal o Bons Sons é o único que não tem como promotor uma marca, ou município. É promovido pela associação local – SCOCS (Sport Club Operário de Cem Soldos) – que agrega a comunidade e vários amigos em torno dela. No Bons Sons o corpo relaxa, aqui fomentamos o encontro entre públicos, músicos e comunidade. É um evento cultural que, através da música e do desenho da aldeia, cria uma escala humana, essencial ao Encontro.

E que tipo de envolvimento têm os jovens com este festival?
Todo! O SCOCS é uma associação juvenil e o festival constituído por uma equipa muito jovem. Por exemplo, todas as montagens são planeadas e implementadas por jovens dos 15 aos 21 anos. Por outro lado, o Bons Sons promove a descoberta e não há nada mais novo que o desconhecido. Este festival é um desafio em todas as dimensões e constitui para muitos o seu primeiro festival. A música não tem idade e o BONS SONS tem-nas todas.

Quais são os principais destaques da edição deste ano?
Os destaques são muitos mas pensando na nova música podemos falar de Capitão Fausto, Orelha Negra, Samuel Úria, Frankie Chavez, Octa Push, Thunder & Co, Holy Nothing, Virgem Suta, Mão Morta, Throes + The Shine.

A música é o que mais conta no Bons Sons. Mas o que mais se vai passar por lá que poderá interessar aos festivaleiros?
Vamos ter sessões de cinema, com curtas metragens, feira de marroquinarias e novo artesanato, jogos diferentes, passeios de burro e outras atividades com estes simpáticos animais, temos em agenda performances em parceria com a Materiais Diversos, oficinas de instrumentos musicais… São cada vez mais as actividades paralelas e os motivos para viver a aldeia. O programação não pára e há sempre alguma coisa a acontecer das 10 da manhã de um dia às 4 da manhã do dia seguinte.

E relativamente aos espaços do festival, há novidades?
A estrutura vai manter-se bastante semelhante à da edição anterior, que muito sucesso teve. Como inovações teremos um novo campismo, promovido em parceria com a Sleep’em’all. Vamos ter também novos espaços para as actividades das famílias e os serviços de restauração vão ter mais diversidade ainda além do que é habitual. Este ano também vamos apostar no reforço da dimensão ecológica do Bons Sons e caminhar para uma cada vez maior sustentabilidade ambiental, que pensamos ser do interesse de todos.

[Fotos: Organização]

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