Há novas ferramentas para o combate ao cyberbullying

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Um grupo de especialistas – entre os quais se incluem investigadores da Universidade de Coimbra – desenvolveram guias para alunos, pais e escolas, bem como um videojogo. O objetivo é reduzir o número de casos de cyberbullying.

Trata-se de um projeto europeu de investigação Beat cyberbullying: Embrace safer cyberspace, que envolve especialistas de oito países e é financiado pelo programa Erasmus+, da União Europeia. Armanda Matos e Ana Maria Seixas são docentes da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) e participam neste trabalho, cuja primeira fase passou por um estudo junto de crianças e adolescentes entre os 9 e os 14 anos, para compreender que perceção têm estes jovens sobre o fenómeno do cyberbullying, e que necessidades sentem ao lidar com o problema.

O estudo demonstrou, segundo Armanda Matos, que “há muito trabalho a fazer para prevenir que o cyberbullying aconteça, nomeadamente ao nível da sensibilização das crianças e dos adolescentes para os potenciais riscos da comunicação mediada pelas tecnologias”.
Ainda de acordo com esta especialista, os participantes neste estudo revelaram, por exemplo, que “partilham informação privada nos seus perfis de redes sociais”, e afirmam que têm “necessidade de receber formação quer em termos de prevenção do cyberbullying, quer sobre o uso das tecnologias”. Ao mesmo tempo, os alunos dizem “desconhecer se as suas escolas têm ou não medidas para prevenir e lidar com esta nova forma de violência”.

Em conclusão, Armanda Matos defende que é preciso “um trabalho contínuo de consciencialização, porque o cyberbullying tem uma audiência muito mais ampla que o bullying tradicional, pode ocorrer 24 horas por dia, sete dias por semana, e permite o anonimato (ou a ilusão de anonimato) a quem o pratica”.

As ferramentas produzidas pelos investigadores que trabalharam neste projeto fornecem conhecimentos básicos, conselhos práticos e orientações para ajudar alunos, pais e escolas a evitar a ocorrência de casos de cyberbullying, bem como os resultados indesejados desta prática.

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