Sabias que as mulheres qualificadas continuam a ganhar menos?

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Sexismo nas universidades portuguesas

Mesmo com graus académicos, as mulheres portuguesas continuam a ganhar menos que os homens, e têm mais dificuldade em atingir altos cargos na empresa.

A denúncia foi avançada pela presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), Joana Gíria, que defendeu que não houve grande evolução desde 2013.

Em Portugal, há mais mulheres com licenciatura, mestrado e doutoramento do que os homens com as mesmas circunstâncias no trabalho e que ganham, em média menos 16,7% do que a classe masculina. Ou seja, para elas terem o mesmo ordenado que os homens, têm de trabalhar mais 61 dias no ano.

Em relação às qualificações profissionais, a presidente esclareceu que “embora em Portugal as mulheres detenham, na atualidade, mais qualificações e, consequentemente, a qualificação adequada para o exercício de cargos de chefia e de topo, continuam a ser os homens a ocupar predominantemente tais cargos”, justificando que a situação acontece devido à “teimosia” persistente do “estereótipo socialmente enraizado: mulher/cuidadora da família vs homem/provedor do agregado familiar”.

Joana Gíria alertou para as “grandes dificuldades” que as mulheres têm no mercado de trabalho, o que se comprova com o facto de pertencerem à grande maioria da população desempregada e com habilitações académicas a nível superior.

A informação foi recolhida no âmbito do Dia Internacional da Mulher, a celebrar a 8 de março, e levou a presidente da CITE a acreditar que “está na hora de não desperdiçar capital humano e escolher pelo mérito”.

[Fonte: Sapo]
[Foto: Pexels]

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