A discrimação não as larga

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São discriminadas no que diz respeito ao salário, às oportunidades de trabalho e à carga horária. Mulheres e homens continuam a não ter os mesmos direitos e elas não esperam melhoras para breve.

Quem o diz é um estudo da Universidade Portucalense (UPT), segundo o qual as mulheres ganham, em média, menos 18% do que os homens, têm mais dificuldades em arranjar um emprego e trabalham mais 13 horas semanais do que eles. O mesmo estudo diz-nos, ainda, que as mulheres não esperam mudanças a curto-prazo.

“Apoiada pela mais variada legislação nacional e comunitária a respeito, estima-se que esta tendência se mantenha nos próximos anos e nem 20 anos serão suficientes para se chegar a uma plena igualdade salarial entre homens e mulheres”, afirma Sérgio Tenreiro Tomás, docente da UPT.

Na hora de contratar, diz-nos o estudo, a tendência é a escolha recair para o sexo masculino, apesar dos esforços legislativos comunitários e nacionais que têm vindo a ser feitos.

Para o professor “não basta a concretização formal da igualdade em razão do sexo nas Constituições e nos Tratados Europeus, mas uma vigilância permanente sobre a observação e posta em prática das disposições palatinas da igualdade de género numa sociedade que se pretende mais justa”.

Igualdade em discussão
É já amanhã que, a propósito do tema, a UPT abre portas à discussão no seminário ‘Igualdade em razão do sexo no domínio laboral’. Das 9h às 13h30, discutem-se direitos e apresentam-se soluções com o objetivo de consciencializar e sensibilizar os cidadãos e a comunidade científica para a problemática da discriminação da mulher na esfera do trabalho.

[Foto: HansKristian @ Flickr]

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