Queimam-se os últimos cartuchos!

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Podes gritar, nós deixamos! É mais do que justo! Está aí a Queima das Fitas, a celebração mais importante do percurso académico (para ti e para os teus pais babados).

Chegada esta época, o tempo para as tarefas parece não esticar e cabe-te a ti garantir que tudo corra de feição. Entre comprar as fitas, distribuí-las pelos pais, pelos amigos, pelos colegas, enviá-las para a terrinha até ao coser dos emblemas na capa, tens em mãos uma tarefa árdua para que tudo fique bem na fotografia. É hora de celebrares o fim de um ciclo. Um ciclo de histórias, de memórias que, mesmo antes de acabar, já deixa saudades.

Fitas, fitas e mais fitas!

Qual é a cor das fitas do teu curso? Ainda não sabes? Então vê se te apressas! Nós por cá, não sabemos a cor de todos, essa é uma tarefa quase impossível, até porque varia de universidade para universidade.

Sabemos, sim, que, se fores de Direito, o vermelho é, em muitas universidades como Coimbra, por exemplo, a cor que vai explodir da tua pasta. Também sabemos que o laranja tijolo está, na maior parte dos casos, reservado para o curso de Engenharia Civil e não é difícil adivinhar porquê. Agora o azul é daquelas cores que pode confundir os mais distraídos.

São muitos os cursos que a têm como sua e, por isso, ela tem que se dividir em muitas tonalidades. Na Universidade de Évora (UÉvora), por exemplo, o azul-escuro é a cor dos cursos da área de Letras, o azul-claro está reservado paras os cursos de Biotecnologia e Física e Química e o azul-ferrete é a cor das fitas dos finalistas da área das Ciências Sociais.
Fechamos, com estes exemplos, o capítulo das fitas dos cursos porque há outra informação importante: há mais fitas para as quais deves guardar um espaço especial na tua pasta. Calma, não é preciso ficares azul…. Nós explicamos-te tudo!

Fita branca: há quem diga que deve ser oferecida pelo padrinho de Curso (e que deve ser esta a ser queimada), outros, por sua vez, dizem que deve ser uma oferta dos pais mas ainda há quem defenda que esta é a fita para dar a escrever à cara-metade. Teorias à parte, esta é uma fita especial para aqueles mais especiais que só tu sabes quem são.

Fita preta: não é só a que melhor serve de base às canetas berrantes douradas e prateadas, é também a fita da sorte. Uns dizem que deve ser escrita pelo finalista, outros sugerem que esta seja dada a alguém especial para escrever. A verdade é que esta é a fita que marca o fim de um ciclo e o início de outro e, por isso, na falta de imaginação/tempo/criatividade tens sempre a hipótese de a comprar já com uma mensagem, nem que seja de “Boa Sorte” (para quê mais palavras?). Sorte é mesmo o que precisas nesta altura.

Todos sabemos que o que conta é a intenção mas sabe sempre bem quando nos dão uma fita que revela tempo nela investido. Estampagens, colagens, pinturas… Há para todos os gostos e, na hora de exibir a pasta, quem não gosta de ter um monte de fitas todas ‘quitadas’?

Emblemas, pins e uma ‘catrefada’ de bugigangas

Uma lata de Coca-Cola Light que, em vez da marca, diz “Almada enjoy the Night”, uma abelha que nos deseja “Good Luck”, uma arca que diz “Tesouro dos papás”…. São tantos os emblemas que o difícil é escolher. E coser? Bem… Disso nem se fala!

Há quem já o saiba de trás para a frente mas são muitos os que não sabem por onde começar. De cima para baixo é assim que deves interpretar esta explicação. Contados dois palmos desde o colarinho, toma atenção: primeiro vem o símbolo da União Europeia, depois o do teu país, a seguir, em fila de três, as cidades da tua vida, onde nasceste, onde vives e a que te recebeu para estudar… Uma carga de trabalhos e o melhor é procurares na internet para não fazeres asneira quando chegar a altura de colocares todos os outros. Afinal de contas, não queres ir para o meio dos teus colegas fazer má figura.

Depois, para os mais ao folclóricos, e principalmente usados nos cortejos, há a cartola e o cajado da cor do curso. E há, ainda, os pins que, como em tudo o que toca a adereços, não são consensuais. Há quem diga que eles só podem ser usados na lapela da batina se forem em número ímpar e há, também, quem acredite que traje que é traje é para ser negro e sem adereços. No fim, quem decide és tu!

[Foto: © Secção de Fotografia AAC]

 

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