Sr. chauffer, leva-me a casa?

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Já podes dar-te ao luxo de ter um chauffer quando bem te apetecer. Mas sabes o que é que é um verdadeiro luxo? Ele conduz-te no teu próprio carro.

Podes esquecer o stress de ter que apanhar um táxi para te deixar em casa e a loucura de conduzir depois de alguns excessos. A estrada não está para brincadeiras e a “Drive Gourmet” conduz o teu carro ‘a brincar’. Rafael Martinho e Filipe Bernardo deram-se ao trabalho de trazer para Portugal esta ideia inovadora e nós, claro, apanhámos boleia e fomos saber tudo.

Como surgiu a ideia da Drive Gourmet?

A ideia de criar a Drive Gourmet surgiu em 2010 numa viagem a Basileia, onde um amigo nosso tinha implementado um sistema semelhante que achámos fazer todo o sentido ser adaptado à realidade portuguesa.
Após dois anos de maturação da ideia e várias alterações ao modelo original, consideramos ter o sistema mais adaptável à nossa realidade.

E o que é que o vosso serviço traz de novo?

O que este serviço traz de novo é aliar o fator segurança ao conforto.
Todos os nossos clientes deixaram de se preocupar com o regresso a casa, todos eles podem fazê-lo no conforto do seu próprio carro.
Até à criação da Drive Gourmet, qualquer pessoa que quisesse ir jantar fora ou sair, e sabia que ia ingerir álcool tinha de escolher entre ir e vir de táxi ou então ir no seu carro e regressar de táxi, tendo obrigatoriamente que regressar no dia seguinte para ir buscar o seu carro de volta. O serviço Drive Gourmet veio alterar esse paradigma.

E quem é o cliente Drive Gourmet?

Nós temos vários clientes tipo, desde o casal que vai somente jantar fora e pôde aproveitar melhor a excelente garrafeira do restaurante, ao cliente fim de noite em que após ter trazido o seu carro, aproveitou toda a diversão noturna sem a preocupação do regresso a casa…
Temos igualmente clientes de grupo, para eventos, em festas privadas ou casamentos.
A partir de janeiro, vamos implementar o serviço Drive Gourmet aeroporto, em que conduzimos os clientes na sua própria viatura até ao aeroporto na ida e no regresso, e o serviço de oficina, para levar e trazer os carros dos clientes às oficinas para aquelas reparações mais simples, mas que acabam por impactar na organização do seu dia-a-dia.

É um serviço para toda a gente portanto…

Na globalidade, os nossos serviços são para todas as pessoas que queiram ‘descomplicar’ o seu dia…ou a sua noite!

E como é que o vosso serviço tem sido recebido?

Todas a pessoas que ouvem falar da empresa se identificam logo como potenciais utilizadoras do serviço. Todos nós já estivemos em situações em que, possivelmente, tendo um serviço simples, prático e económico como da Drive Gourmet, o utilizaríamos.
Além disso conta bastante o elemento da inovação/diferenciação para a boa aceitação dos nossos clientes.

Não é fácil concretizar um projeto destes em tempos de crise…

Realmente não é fácil construir algo nos tempos que correm. Contudo, pelo lado da gestão de negócio, consideramos que esta, sendo eventualmente a pior altura para gerir meios, nos deixará melhor preparados para o futuro, que esperamos ser, não num futuro muito longínquo, mais risonho.
Do ponto de vista do nosso cliente, a nossa perspetiva é a de que, com as parcerias que estamos a desenvolver, o impacto ou custo para o cliente final seja cada vez menor.

Que conselhos deixam aos jovens empreendedores que querem passar das ideias no papel à concretização?

O principal conselho que podemos passar é simplesmente… Arregaçar as mangas e fazer.
O nosso maior problema é o medo de arriscar e muitas das vezes passamos ao lado de grandes oportunidades, porque não queremos sair da nossa zona de conforto.
Façam e refaçam os vossos business plans as vezes que forem necessárias. Estudem bem o mercado e apostem na inovação e diferenciação, se não correr bem dessa vez… Vai correr da próxima.

Eles conduzem-te o carro mas vão de mota!
Basta uma chamada e o ‘chauffer’ vai ter onde tu quiseres… Numa mota elétrica que, bem dobrada, cabe em qualquer carro (até num Smart). Em percursos mais longos aí é outra conversa, que é como quem diz, é outra mota! Em distâncias superiores a 30 quilómetros ou se for preciso atravessar obstáculos como a ponte sobre o Tejo, usam uma mota de cilindrada superior. Onde é que a deixam? Aí o problema é deles!

Sabe mais em www.drivegourmet.com

[Fotos: Cedidas pelos entrevistados]

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