Seguros não estão na ponta da língua

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Ao contrário do que acontece com inquiridos mais velhos, a maioria dos jovens (51%) revela não ler a informação enviada pela sua seguradora, apenas 46% sabem quem é o ‘tomador do seguro’, 56% admitem conhecer as coberturas do seu seguro automóvel e uns escassos 26% sabem o que é o ‘prémio’ de seguro. 

Estas são algumas das conclusões do estudo desenvolvido pela GfK para a Seguro Directo, que revela um desconhecimento sobre o tema dos seguros automóveis por parte dos mais jovens.

Para Sandra Moás, Diretora-Coordenadora da Seguro Directo, em entrevista, a chave para uma reviravolta nestes resultados é “tornar cada vez mais simples e percetível para qualquer um, independentemente da idade. O objetivo é evitar dúvidas ou interpretações erróneas e acima de tudo informar os clientes para que na altura de tomarem decisões, estejam cientes das suas necessidades”.

Texto: Bruna Pereira

Quais foram as motivações deste estudo: havia já alguma pista de que os jovens nem sempre estão bem informados sobre isto?

A grande motivação foi, sobretudo, sabermos que é importante conhecermos o mercado para nos adaptarmos às suas necessidades e às suas fragilidades, e isso é uma preocupação constante por parte da Seguro Directo. Este estudo vem confirmar aquilo que já constatávamos diariamente nos contactos com os clientes, mas queríamos ter uma noção mais abrangente. É importante, no entanto, clarificar que, apesar de numa faixa etária mais jovem o desconhecimento ser mais elevado, o estudo confirma-nos que a falta de informação sobre seguros tende a ser geral.

– Há alguma explicação para serem os mais velhos os mais atentos ao tema dos seguros automóveis?

Além da inexperiência que é natural – porque só aos 18 anos é possível tirar a carta e, em seguida, fazer um seguro automóvel –, acaba também por haver algum distanciamento por parte jovens, que, apesar de serem os condutores habituais dos veículos, algumas vezes não o assumem e não têm o seguro em seu nome, porque fica mais barato em nome do pai ou da mãe do que para um jovem de 18 anos, já que o risco é maior. Esta prática de falsas declarações é ilegal, e no ‘momento da verdade’ – que é o do sinistro – pode significar dissabores, já que a companhia tem legitimidade para não aceitar o risco nestas circunstâncias. Há que enquadrar esta realidade numa perspetiva de médio/longo prazo: os jovens podem pagar mais no início mas se forem bons condutores rapidamente serão bonificados em termos de preço e o prémio de seguro diminuirá.
Naturalmente que quando têm o seguro em seu nome, acaba por haver um envolvimento maior e consequentemente maior nível de informação.

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Sandra Moás, Diretora-Coordenadora da Seguro Directo.

– De que forma podem as seguradoras combater as conclusões deste estudo? Há algum truque para motivar os mais jovens a estarem mais a par destes assuntos de seguros?

O uso de uma linguagem acessível, direta e simples na comunicação com os segurados é fundamental. As seguradoras, enquanto agentes de mercado, devem esforçar-se por tornar acessíveis as suas mensagens aos clientes, e dentro destes, aos segmentos de mercado como é o caso dos jovens. A Seguro Directo tem vindo ao longo dos anos a rever sucessivamente a sua comunicação no sentido de a tornar cada vez mais simples e percetível para qualquer um, independentemente da idade. O objetivo é evitar dúvidas ou interpretações erróneas e acima de tudo informar os clientes para que na altura de tomarem decisões, estejam cientes das suas necessidades.
Contudo, não podem ser apenas as seguradoras a simplificar a sua forma de comunicar. Os jovens, e o público em geral, também devem tornar-se mais interessados no tema. Se são utilizadores de um serviço e se o contratam, é fundamental que percebam como funciona. De um modo geral, estamos a falar de uma responsabilidade que deve ser partilhada pelas seguradoras e pelos segurados.

– Onde podem os jovens informar-se sobre estas questões de forma rápida e fácil?

A Seguro Directo está sempre disponível para apoiar os seus clientes no esclarecimento de todas as questões. Além da informação enviada por email ou por correio, temos o nosso site segurodirecto.pt e o nosso contact center, que é composto por operadores especializados e sempre prontos a esclarecer qualquer questão. Para além disso, temos ainda pontos de venda físicos em grandes centros comerciais de Lisboa e Porto, exatamente porque sentimos necessidade de estar mais próximos dos nossos clientes.
De uma forma mais generalista, existem ainda outros locais com informação bastante pertinente sobre este setor, nomeadamente o site Todos Contam, uma iniciativa do Banco de Portugal, Instituto de Seguros de Portugal e Comissão de Mercados e Valores Mobiliários (CMVM), que tem uma área específica para os seguros. O site do ISP também tem uma área denominada Portal do Consumidor com bastante informação sobre o mercado segurador. A Associação Portuguesa de Seguradores também é fonte de informação, na área de consumidores.

NOTA: Sabe mais conclusões deste estudo aqui.

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