Tribos urbanas, metaleiro: Cumprir a ‘missão’

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Há quem leve o metal, e os seus subestilos, como companhia no mp3, e há quem o viva de forma mais intensa. Hugo Marques é, desde os 11 anos, uma dessas pessoas e garante que a música o “marcou para toda a vida”.

Via “uns rapazes vestidos de preto e a ouvir metal, que atualmente são meus amigos, e eles eram únicos, não havia mais ninguém naquele tempo que fosse assim”. Ainda que encontre “muitas formas de expressão dentro do mundo do metal”, diz sentir uma ligação com cada metaleiro que encontra na rua: “é quase uma questão de fé”.

Tal como no surf, os anos 70 foram decisivos para a expansão do estilo. Bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath ou Deep Purple, ainda na década de 60, abriram caminho para que outras pudessem entrar no circuito, como os Motörhead ou os Iron Maiden. Ainda que nascido no Reino Unido (todas estas bandas são de origem britânica), é nos países nórdicos que o metal mais tem crescido.

Alguns estudos, como o realizado pela Universidade de Melbourne, na Austrália, divulgado pela rede Globo em 2011, apontam para a tendência depressiva de alguns metaleiros, ou headbangers, como são universalmente conhecidos.

Para Hugo Marques, no entanto, o metal só tem trazido felicidade, ainda que recorde alguns preconceitos associados ao estilo. A critica da família, por exemplo, que não chega para o demover.

A docente da U.Porto Paula Guerra confirma: “dentro da música, uma das tribos mais fiéis é a do metal”. Com vários estudos e inquéritos feitos na área, a socióloga garante que os metaleiros se tratam de “pessoas que permanecem muito vinculadas”, mesmo na vida adulta, sendo “as que vão a mais concertos, as que compram mais discos”. E conclui: “é quase como uma missão”.

HugoMarques

[Fotos: Deposit photos e Hugo Marques]

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