Tribos urbanas, lolita: Do Japão, com amor

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É o estilo menos comum dos que aqui te apresentamos. Carol S., algarvia, 17 anos, única lolita da sua região, faz as apresentações:

“Consiste num visual à volta de uma silhueta específica, com saias volumosas acentuadas por saiotes, inspirado nas épocas vitoriana [referente ao reinado da Rainha Victoria de Inglaterra, desde 1837 até ao início do século XX] e rococó [movimento artístico anterior, nascido em França]”.

As lolitas têm origem no Japão, na década de 90, e recorrem frequentemente a “muitas rendas, laços e coisas que remetem para os vestidos de princesa de conto de fadas”. O visual é o grande fator distintivo, ainda que seja um “estilo modesto, em que os ombros devem estar cobertos, as saias raramente são acima do joelho e não se usam decotes, nem sapatos sem meias”.

Nem isso evita a estranheza de alguns transeuntes, por causa dos “padrões incomuns ou dos laços na cabeça”, mas também “há reações muito positivas, de pessoas que acham bonito”.

As lolitas portuguesas mantêm uma comunidade online, com o objetivo de “partilhar esta paixão”. Há encontros ao vivo, mas a presença na Internet é mais efetiva, até porque “grande parte das compras e vendas de roupa se fazem online”.

Carol considera que as tribos urbanas devem ser “uma expressão da estética individual” e que o problema é que “essa expressão estética é reprimida pelas grandes lojas e sistemas sociais”, que impõem uma “grande pressão para parecer normal”.

Num estilo a puxar para o feminino, e com vários subestilos (o ‘gothic lolita’, por exemplo, se tiver motivos “como morcegos, catedrais, cruzes”, ou o ‘sweet lolita’, se recorrer a “coelhinhos, morangos, doces”), também existem versões masculinas.

CarolS

[Fotos: Deposit photos e Carol S.]

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