A lenda mantém-se viva

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Há precisamente 23 anos o mundo parava para assistir à libertação daquele que era considerado o prisioneiro mais famoso à face da Terra. Nelson Mandela esteve mais de um quarto de século em cativeiro e a sua ação de luta pela paz e pela igualdade racial deixa um legado inesquecível. Há quem o descreva como um milagre, como é o caso do documentário que o Canal de História transmite ao final da tarde.

Para assinalar os 23 anos da libertação de Nelson Mandela da prisão na África do Sul (o último poiso foi a Victor Verster Prison, na cidade de Paarl), o Canal de História transmite às 19.30h de hoje, globalmente e para cerca de 300 milhões de pessoas, o documentário “África do Sul: A realização de um milagre”.

Madiba, a alcunha de Mandela, fruto da sua origem tribal, esteve 27 anos preso e é um símbolo de persistência e perdão. Um homem que esteve mais de um quarto de século aprisionado (é uma vida) em luta contra o apartheid, sai do cativeiro em paz com o mundo e convida à união entre os grupos em conflito.

Comprometido com a paz e com a erradicação do racismo e das desigualdades sociais, Mandela foi também o primeiro Presidente democraticamente eleito na África do Sul (e o primeiro negro). A transição para a democracia livre, num país fortemente marcado pelo ódio racial e por frequentes massacres, é assim considerada um verdadeiro milagre e Madiba o maior responsável por ele.

“África do Sul: A realização de um milagre” abrange precisamente o período que vai desde a sua saída da prisão até às eleições livres de 1994. Traz também à conversa destacados líderes mundiais, políticos, celebridades e jornalistas. Histórias nunca antes contadas, incluindo a de figuras menos conhecidas, mas de ação fundamental nos bastidores, são conhecidas hoje, pelas 19.30h. O História repete a transmissão do documentário na madrugada de terça-feira (pelas 02.10h) e durante esse dia, às 08.05h e às 16.15h.

Mais do que a história da África do Sul, este é o relato da vida de um visionário, de alguém capaz de conciliar os lados mais opostos, de unir uma nação e de mudar a história do próprio país e do mundo.

História sempre recordada

A vida de Nelson Mandela não passa despercebida nem ao mais desatento dos sul-africanos e, um pouco por todo o mundo, as homenagens sucederam-se ao longo do tempo. Madiba tem hoje 94 anos (a última vez que casou foi aos 80) e um dos mais recentes tributos que lhe foram prestados veio precisamente de um sul-africano. Marco Cianfanelli construiu um monumento a assinalar não a data da libertação, mas a da captura de Mandela.

O ano passado assinalaram-se os 50 anos da prisão do político e ativista (1962), Prémio Nobel da Paz em 1993, e Cianfanelli ergueu uma obra de 50 colunas de aço, entre 6,5 e 9 metros de altura, que, vista sobre uma determinada perspetiva, reproduz o perfil de Mandela. As 50 colunas representam o meio século desde a captura e aludem ao facto de muitos fazerem um todo. O monumento está em Howick, local da captura, a 90 quilómetros de Durban.

[Fotos: uk.news.yahoo.com e academiaubuntu.org/]

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