Cuidado, há fungos à solta!

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Está connosco durante o pequeno-almoço, faz-nos companhia ao almoço e volta a aparecer à hora do lanche… Falamos do pão consumido pelos portugueses, que foi recentemente objeto de investigação por parte duma equipa de quatro investigadores da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC)

O estudo concluiu, efetivamente, a presença de micotoxinas (substâncias tóxicas produzidas por fungos), nomeadamente a ocratoxina A, no pão consumido em Portugal. À exceção dalgumas amostras da broa de Avintes, a análise das amostras recolhidas em todo o país, de Bragança ao Algarve (através de amostras de urina das respetivas populações), revelou a presença da referida micotoxina, mas em níveis inferiores aos limites máximos estabelecidos pela Comissão Europeia.

No entanto, garante a coordenadora do estudo financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e desenvolvido ao longo de três anos, Celeste Lino, “é seguro o consumo da broa de Avintes porque, apesar de um número muito reduzido de amostras ultrapassar os limites máximos estabelecidos para a ocratoxina A, aquele não constitui um risco para a saúde pública, uma vez que a ingestão diária estimada é muito inferior à ingestão diária tolerável, estabelecida quer pela autoridade europeia de segurança alimentar quer por entidades internacionais”.

Sublinhando que “não há motivos para alarme”, a investigadora e docente da Faculdade de Farmácia considera que “sendo o pão um dos bens essenciais, deve-se intensificar o controlo das matérias-primas utilizadas na sua confeção (os cereais) para minimizar a entrada das micotoxinas na cadeia alimentar e, consequentemente, evitar o surgimento de patologias associadas. A abordagem preventiva é essencial”.

[Foto: Universidade de Coimbra]

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