175 anos com dedicatória especial

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O cineasta Manoel de Oliveira é o grande homenageado de hoje na Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC). Com a presença de nomes próximos da obra do realizador, como o são Luís Miguel Cintra e João Lopes, as comemorações dos 175 anos da Escola de Teatro servem de pretexto para este tributo ao mestre.

Em 1836 nascia o Conservatório Geral de Arte Dramática, pela mão da Rainha D. Maria II (responsável também pela criação do Teatro Nacional a que dá nome), que assim se dispunha a concretizar a vontade expressa por Almeida Garrett. A Escola de Teatro só começaria a funcionar três anos mais tarde, mas as raízes estavam criadas.

Os 175 anos ficam algures entre este hiato, mas nem por isso a ESTC deixa passar o marco em branco e, por isso, decidiu entregar a medalha de mérito do Instituto Politécnico de Lisboa (IPL), mais logo, pelas 15h, ao consagrado (e também centenário) realizador português Manoel de Oliveira.

Um homem com uma obra intrinsecamente ligada ao teatro (com a utilização de textos de peças teatrais, como em “O Gebo e a Sombra”, mais recente filme de Manoel de Oliveira), um mestre e uma inspiração para todos aqueles que ao longo dos anos têm passado pela Escola.

Só em 1971, através da reforma promovida pelo então ministro da Educação, Veiga Simão, nasceu o curso de cinema, que viria a estar na origem da criação da ESTC, que em 1985 foi integrada no IPL.

Em 1998, a Escola mudou-se para a Amadora, onde está atualmente instalada, num edifício projetado pelo arquiteto Manuel Salgado. É lá que hoje, no auditório, decorrerá a homenagem a Manoel de Oliveira, com Luís Miguel Cintra, seu frequente colaborador, e João Lopes, crítico de cinema, a tomarem a palavra.

[Foto: http://fotos.sapo.pt/]

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