Street art com muito humor negro

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Está a dar nas vistas um surpreendente e satírico trabalho de Dran, um artista de rua francês. Recorrendo ao humor negro, Dran critica várias facetas da sociedade contemporânea, desde a repressão da criatividade à desigualdade social. A graffitar desde os 15 anos, o estilo de Dran já levou a que o apelidassem de “Banksy francês”.

É artista de rua desde 1997, começou a pintar com graffiti aos 15 anos e, nos últimos tempos, tem-se dedicado à crítica social, utilizando diversos meios de comunicação, num estilo próprio e bastante corrosivo. O trabalho de Dran tem-se destacado ao ponto de ter ganho lugar em várias galerias francesas e um pouco por todo o mundo.

O tom e a mensagem das suas obras suscitaram já comparações com Banksy, sendo o humor negro o recurso maior nesta espécie de cruzada contra a cultura moderna. Sem barreiras ou temas proibidos, Dran utiliza várias vezes as crianças e a capacidade imaginativa que naturalmente têm para criticar, precisamente, a forma como essa imaginação e criatividade são reprimidas, na standardização do pensamento e dos costumes a que hoje assistimos.

Para além do capitalismo e da sociedade de massas, Dran insiste particularmente em temas como o falhanço ou a ‘mentira’ dos casamentos modernos, a incapacidade de esses casais comunicarem ainda que partilhem a intimidade de uma cama ou a destruição do ambiente e das paisagens com maiores e mais modernos prédios, condomínios, urbanizações. O consumo desenfreado e o desperdício estão também no topo das prioridades de um artista que merece, pelo menos, um olhar curioso e de mente aberta.

Casal telemóvel
Através de pinturas em tela, graffitis ou esculturas, a crítica e a sátira em Dran não têm limites, com a apresentação de mensagens fortes de forma excêntrica e com uma crueza quase perturbadora, mas indubitavelmente inspiradora.

Dran

Dran

Dran

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[Fotos: Dran]

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