O cinema que é vida

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É o mais velho realizador do mundo em atividade e completa hoje 104 primaveras. Manoel de Oliveira nasceu no Porto, no longínquo ano de 1908, e garante que é o cinema que o mantém vivo. A natureza também parece ajudar, ainda que lhe tenha pregado um susto no último verão.

É o culminar de mais um ano de existência de uma das maiores referências do cinema português. Sem ser totalmente consensual, ou sequer compreendido, Manoel de Oliveira já deixou uma obra incontornável em Portugal e além-fronteiras.

Ainda que o registo aponte a data de nascimento para o dia 12, o realizador nasceu a 11 de dezembro de 1908. Aos 23 anos, estreou o primeiro filme, uma curta-metragem documental intitulada “Douro, Faina Fluvial”.

De lá para cá, passaram mais de oito décadas de atividade (só interrompida durante o período do Estado Novo), que parece não ter fim. A idade não tira fôlego a Manoel de Oliveira, que prepara mais dois filmes: “O velho do Restelo”, inspirado em textos de Camões, Teixeira de Pascoaes e Cervantes, e “A igreja do Diabo”, uma história contada a partir de contos de Machado de Assis.

Nesta história de impressionante longevidade (e atividade), o último ano fica marcado por uma insuficiência cardíaca que obrigou o realizador a permanecer internado no hospital, em julho passado. Ainda a recuperar, Manoel de Oliveira vai passar o dia de aniversário junto da família.

Mas nem só do susto se fez o ano 103 de Manoel de Oliveira: o filme “O Gebo e a Sombra”, com ante-estreia no Festival de Veneza, e a curta-metragem que rodou em Guimarães – “O conquistador conquistado” – a convite da Capital Europeia da Cultura 2012, são mais duas provas de que o cinema o mantém de pé.

[Foto: en.unifrance.org]

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