Universidades portuguesas, que futuro?

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A proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2013 preocupa as universidades portuguesas, que garantem estar em causa a viabilidade do Ensino Superior público em Portugal. Os anunciados cortes, num valor médio de 9,4%, estão na origem da audiência que o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) solicitou, com caráter de urgência, ao Governo e ao Presidente da República.

A qualidade da qualificação a nível superior em Portugal, a capacidade de investigação científica e de inovação tecnológica, no fundo os motores que permitem a um país desenvolver-se e crescer económica e culturalmente. Alerta o CRUP, que tudo estará colocado em risco se for aprovada a proposta de Lei do OE para 2013, que prevê um agravamento dos cortes no orçamento a que as universidades já têm sido sujeitas desde 2005. Recorde-se que, desde esse período, o Ensino Superior público em Portugal já viu o apoio reduzido em 144 milhões. Com o anúncio para 2013, o valor sobe para a casa dos 200 milhões.

Os presidentes dos Conselhos Gerais das Universidades juntaram-se ontem aos reitores para uma reunião que ficou marcada por um profunda preocupação com o futuro das universidades portuguesas. Da reunião concluiu-se, diz o CRUP em comunicado de imprensa, que a aprovação da proposta do Governo “terá efeitos imprevisíveis e irreversíveis em todo o sistema universitário, inviabilizando o desenvolvimento de atividades essenciais para o seu funcionamento”, e que “nestas condições [OE 2013], será inviável o funcionamento das universidades públicas”.

Perante o quadro, será apresentada amanhã uma declaração dos reitores sobre a inexequibilidade do cenário orçamental previsto para 2013, tendo sido já pedida uma audiência urgente com os membros do Governo liderado por Pedro Passos Coelho responsáveis pela pasta e com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

[Foto: noticias.up.pt]

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