Até quando teremos jornais e revistas em papel?

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É a pergunta que se vem repetindo em surdina há algum tempo, mas que levanta o tom a cada nova notícia, a cada novo rumor. A semana passada, confirmou-se uma das primeiras desistências do papel por parte de uma revista ou jornal: após 80 anos de edições impressas, a Newsweek vai passar apenas para o digital.

As receitas digitais crescem, ainda que comedidamente, enquanto as das versões impressas descem a um ritmo vertiginoso. Do britânico Guardian, outro histórico da imprensa internacional, surgem notícias da contratação de um diretor de estratégia digital, o que pode indiciar que o fim dos exemplares distribuídos em banca estará para breve (o Telegraph garante que a hipótese está em cima da mesa).

Já a revista norte-americana Newsweek passou dos rumores à ação e anunciou que, a partir de 1 de janeiro de 2013, será apenas visível na internet. A publicação vai ser financiada por assinaturas pagas e estará disponível em livros eletrónicos. A decisão implicará o despedimento de alguns dos atuais funcionários, mas especula-se se a viragem para o digital não trará outros postos de trabalho, a quem estiver devidamente qualificado e adaptado aos desafios da nova era.

De facto, os responsáveis de várias publicações seguem o mesmo caminho apontado por Tina Brown, editora chefe da Newsweek: abandonar o papel não significa terminar vez. “Chegámos ao ponto em que conseguimos chegar de maneira mais eficiente e efetiva aos nossos leitores exclusivamente através do formato digital. A Newsweek está em transição, não está a dizer adeus”, afirmou Tina Brown.

A Newsweek é a segunda maior revista semanal dos EUA, atrás da Time, e conta com oito décadas de existência. A partir do último dia de 2012, abandonará o formato físico.

[Foto: nydailynews.com]

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