“Sejam bem-vindos ao Politécnico de Viseu”

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Um Instituto Politécnico de Viseu (IPV) de braços bem abertos recebeu, esta quarta-feira, dia 17 de outubro, os seus novos estudantes. Mais de 600 dos novos alunos encheram, literalmente, de cor e de júbilo a Aula Magna, naquela que é indubitavelmente uma das mais aguardadas e entusiásticas tradições académicas da instituição.

O emotivo relato do acontecimento chegou-nos à redação da Mais Superior da seguinte forma – e achámos por bem não editar, tamanho era o colorido da narrativa vinda do IPV:

A Palestra de Sapiência é o evento que assinala o momento de acolhimento e integração plena dos novos estudantes na academia politécnica, permitindo-lhes de igual modo um conhecimento mais aprofundado e cabal da sua “nova casa” nos próximos anos.

Cedo começaram a chegar os ‘doutores’ e os ‘caloiros’ para os rituais e os preparativos que antecedem a cerimónia organizada pela Associação Académica do Instituto Politécnico de Viseu (AAIPV) em parceria com o Conselho de Viriato do IPV. O habitual apresentador da cerimónia, Luís Filipe, aluno do Instituto e tuno da Tunadão 1998, conduziu com rigor e muito humor um programa preenchido. Um verdadeiro mestre-de-cerimónias.

A Presidente da Escola Superior de Educação de Viseu, Prof.ª Doutora Cristina Azevedo Gomes, foi a primeira a usar da palavra. No seu discurso breve, referência obrigatória à imponência da plateia “é uma enorme alegria ver a casa cheia”. Sobre o evento, a presidente da ESEV referiu que “esta é uma iniciativa que promove a integração dos novos alunos do IPV, deixando em todos os seus participantes uma marca indelével nesta passagem pela instituição e pela cidade”.

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O Engenheiro Paulo Mendes, Presidente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu, foi o orador que se seguiu. Muito brevemente fez votos aos presentes para que “este seja para todos vós um percurso de sucesso e de realizações pessoais”. A Vice-Presidente da Escola Superior Agrária de Viseu, Engenheira Helena Esteves Correia, leu ao público a mensagem da Presidente da escola, Prof.ª Doutora Paula Correia, concluída de uma forma marcante “que a vossa passagem pelo IPV seja uma experiência única e enriquecedora”.

A Prof.ª Doutora Amarílis Rocha, Vice-Presidente da Escola Superior de Saúde de Viseu, não podia ter sido mais elucidativa na sua intervenção “Bem-vindos ao Politécnico de Viseu. Vocês estão no melhor instituto politécnico do país”. O auditório explodiu em aplausos entusiasmantes.

Usou ainda da palavra o Padre Geraldo Morujão, Capelão do IPV, que saudou “toda a gente nova desta grande instituição que é o Instituto Politécnico de Viseu, em especial aos novos estudantes”, fazendo votos para que “sejam todos bons estudantes”. Tempo ainda para uma grande ovação quando referenciou a presença da Capelania do IPV no facebook.

A encerrar os discursos o Presidente do Instituto Politécnico de Viseu, Engenheiro Fernando Sebastião. Perante uma sala lotadíssima e vibrante, o Presidente começou por enaltecer a vitalidade e pujança do IPV bem expressa no repleto auditório composto por mais de 600 alunos “esta sala cheia é sinal inequívoco de que o Instituto está bem vivo e recomenda-se”.
Na sua alocução, e para um conhecimento mais cabal da realidade por parte dos novos alunos, o Presidente discorreu sobre a história do Instituto Politécnico e da missão que sempre o norteou de “formar quadros superiores devidamente habilitados para contribuírem para o desenvolvimento da região e do país, fixando massa crítica na sua zona de influência”. Sobre a instituição, acento tónico na qualificação do seu corpo docente, na ampla e diversificada oferta formativa e na expressiva taxa de empregabilidade dos seus licenciados.

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O Presidente do Instituto Politécnico de Viseu, Engenheiro Fernando Sebastião.

O contexto de crise em que vivemos foi o tema seguinte do discurso. O Presidente do IPV relembrou as dificuldades que atravessamos, mas deixou também uma palavra de esperança “o país já viveu esta situação anteriormente e resolveu-a, estou convencido que vamos novamente dar a volta”. Apesar deste cenário e da taxa de desemprego, relembrou os presentes que “apesar da difícil situação atual, é bem melhor ter um curso superior do que não ter qualquer habilitação. Os números revelam claramente que a taxa de desemprego é maior entre os que não possuem um curso superior”.

Numa altura em que a situação do país e a competitividade da nossa economia são o ponto de ordem da nossa realidade, o Engenheiro Fernando Sebastião enfatizou a aposta da instituição “na formação concedida aos alunos na área do empreendedorismo, no intuito de os incentivar a serem empreendedores, a criarem a própria empresa”, concluindo a ideia referindo que “só há emprego se existirem empresas, e só há empresa se alguém as criar”. Nesse sentido “o Instituto Politécnico vai também proporcionar apoio aos alunos que queiram enveredar por esse caminho, prestando aconselhamento e informação e criando ninhos de empresas no edifício multiusos a inaugurar brevemente”. Para as empresas portuguesas serem competitivas “só é possível se Portugal tiver profissionais devidamente qualificados e preparados para esse desafio”. Na perspetiva do Presidente do IPV “para haver desenvolvimento económico é fundamental a aposta na qualificação das pessoas. A sua formação é determinante para a modernização do país e para o seu desenvolvimento”.

Em jeito de conclusão, classificou esta fase da vida que os alunos atravessam como sendo “a melhor, onde se podem e devem divertir e estabelecer novos conhecimentos”, exortando todavia a que “nunca se esqueçam do propósito maior que os trouxe aqui – o estudo intensivo e a conclusão do curso no qual ingressaram”. Sobre as praxes, o Presidente declarou ser “contra o abuso das praxes”, devendo estas constituírem-se como “atividades de integração dos alunos e não como atos que violentem as pessoas”. Terminou a sua comunicação endossando aos presentes, em especial aos novos alunos “votos de felicidades e frutuosos sucessos académicos”.

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Tempo ainda no programa para a exibição de um vídeo que versa a história da Tunadão 1998 e os seus momentos mais emblemáticos, pleno de boa disposição como é seu timbre, e para a sessão reservada à “entronização” dos novos alunos, com os depoimentos dos presidentes das associações de estudantes do IPV, do Tuno-Mestre, Alexandre Figueiredo, da Presidente da AAIPV, Liane Santos, que aconselhou os novos alunos “a aproveitarem bem a vida académica e o tempo que por cá vão ficar”, e da nossa Viriato, Ana Pinto, que nesta cerimónia deixou o cargo após anos de grande dedicação, encerrando os discursos com a afirmação convicta que “a praxe é cultura, tradição e integração, a praxe académica do Politécnico de Viseu é uma tradição que devemos preservar pela importância que tem na integração dos novos alunos”.

No final da sessão, e como não podia deixar de ser, a sempre entusiástica atuação da TUNADÃO 1998 – Tuna do Instituto Politécnico. Durante o espetáculo, e respeitando a tradição académica, foi dado a conhecer o novo Viriato, Carlos Correia. Com o mote “Assim se vê a força do IPV”, acabou em grande espírito académico a sessão de boas-vindas aos novos estudantes do Instituto.”

[Foto: Instituto Politécnico de Viseu]

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