O reumatismo de James Bond?

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Nos filmes foi encarnado por atores jovens, bonitos e irresistíveis… Mas o que se calhar não sabias é que o verdadeiro James Bond não se parece em nada com Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan ou Daniel Craig. A personagem criada por Ian Fleming, além de ter ‘nascido’ no Casino do Estoril depois duma derrota no jogo, conta já com 92 anos.

Estávamos em 1941 e Portugal afirmava-se como país neutro durante a II Guerra Mundial – razão pela qual chegavam ao nosso país vários espiões e agentes secretos. Foi este o caso de Ian Fleming, agente do Serviço Secreto Britânico que, com apenas 33 anos de idade, criou a personagem que hoje dá emprego a Daniel Craig no cinema: James Bond.

A dois meses de Hitler invadir a Rússia estalinista, era urgente estreitar laços estratégicos com o Leste. Ian Fleming tinha, por isso, a missão de subornar o diplomata soviético Dusko Popov, mas perdeu o dinheiro destinado a esse fim numa partida de Blackjack com um general alemão… Daí que as referências ao Casino do Estoril ficassem imortalizadas ao longo da saga de 007. Com mais sucesso na literatura do que no jogo, Fleming decidiu então que James Bond nasceu em 1920, o que significa, com recurso a alguns cálculos mentais rápidos, que 007, se fosse uma pessoa real, tinha já 92 primaveras e uma costela portuguesa.

Para apimentar mais o enredo, estávamos já em 1953, Flemming trocou o Estoril pelo Mónaco e a II Guerra Mundial pela Guerra Fria, acrescentando-lhe um James Bond (em jeito de alter ego invertido) frio, sedutor e com um sucesso natural para os jogos de azar contra o terrorista internacional Le Chiffre. Nascia assim o livro que mudaria a sua vida: “Casino Royale”.

Fleming escreveu 12 aventuras para 007, tendo estranhamente falecido em 1964, dois meses depois da estreia de “Dr. No”, o primeiro filme oficial da saga. Com apenas 56 anos, o escritor morreu de ataque cardíaco causado pelos excessos reais com que dotou a sua personagem de ficção: tabaco, bebida e mulheres… Para felicidade de todos os fãs da saga 007, no grande ecrã, James Bond vai ter sempre um ator  jovem, bonito e (claro) irresistível que lhe queira emprestar a cara e o corpo. Fica aqui o exemplo de Sean Connery, no pioneiro “Dr. No”, que mostrou ainda ao mundo uma Ursula Andress de biquíni até hoje mítica, entre todas as Bond girls que lhe sucederam.

[Foto: pixelatedgeek.com]

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