Tabuleiro vianense brilha em Itália

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Trata-se dum xadrez criativo, inspirado na Escola Bauhaus e que  representa, em miniatura, os princípios básicos do Design. A obra é da autoria de Ricardo Parente, estudante do 3º ano de Design do Produto no Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), e continua a merecer elogios, depois da sua aparição na “Palermo Design Week”.

Com apenas 21 anos, Ricardo Parente continua a dar que falar, graças ao seu original tabuleiro de xadrez subordinado ao tema “Progetto Re-Design Bauhaus Chess Set”. O trabalho nasceu no âmbito do seu plano de estudos na Universidade de Palermo, onde o aluno realizou ERASMUS e pôde dar largas à imaginação na disciplina de Teoria e storia del disegno industriale, orientada pelo Prof. Dario Russo.

Ao ver o resultado final do aluno vianense, o professor italiano não teve mais remédio do que convidá-lo a marcar presença na “Palermo Design Week”. A propósito do sucesso causado, Ermanno Aparo, Coordenador da Licenciatura em Design do Produto, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC, mostra-se muito satisfeito: “Não posso deixar de manifestar o meu orgulho em saber que os nossos alunos demonstram as suas qualidades e conseguem obter resultados brilhantes fora da nossa Instituição”.

A História do curioso tabuleiro

“O concept deste projeto é interpretar e repensar um produto com um caráter histórico, integrando-se no presente, de modo a realçar o seu valor simbólico e fazendo com que adquira novos valores, utilizando um novo material, neste caso, o famoso “Bauhaus Chess Set”, realizado por Josef Hartwig, em 1923” explica Ricardo Parente. “Este, é um dos produtos com maior importância histórica da escola Bauhaus, que demonstra, em miniatura, os princípios básicos de Design lecionados na disciplina”, justifica ainda o aluno.

Josef Hartwig era o chefe da Oficina de Escultura e, como tal, rejeitou a ideia de usar figuras e preferiu criar peças de xadrez baseadas nas suas funções no tabuleiro. “Assim, como exemplo, o Rei, é um cubo colocado diagonalmente sobre outro cubo maior, refletindo os movimentos da peça, visto que, ele pode mover-se limitadamente para qualquer direção. Já no caso da Rainha, que consegue movimentar-se para todo o lado, é representada por uma esfera”, descreve o jovem autor.

[Foto: Instituto Politécnico de Viana do Castelo]

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