Guimarães lembra Shakespeare em cinco dias

0
512

Entre 6 e 10 de agosto, a Capital Europeia da Cultura 2012, que como sabes é a minhota Guimarães, celebra a obra de um dos maiores, senão o maior, escritores e dramaturgos da língua inglesa, William Shakespeare. O Festival com o mesmo nome leva a cena alguns dos clássicos do poeta.

É em Guimarães, mais propriamente no Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor, e inclui performances de quatro escolas, oriundas de três países europeus – Folkwang University of the Arts, da Alemanha, Escola Superior de Arte Dramática, de Espanha, e Balleteatro e Escola Superior de Teatro e Cinema, ambas portuguesas. O objetivo do Festival Shakespeare é, aliás, fomentar o intercâmbio cultural entre os estudantes de teatro.

Quanto à programação, o dia 6 de agosto traz “António e Cleópatra” (na foto), com produção a cargo da escola alemã, que conta com um elenco de seis mulheres e dois homens. Brian Michaels, encenador, baseou-se nas questões de definição de género e inverteu papéis: os masculinos às atrizes, os femininos aos atores, explorando contradições do mundo contemporâneo.

A aclamada peça “Romeu e Julieta” também sobe ao palco, dias 7 e 9, com duas abordagens distintas. Primeiro, o Balleteatro pega no excerto “ou morre o amor ou morrem os amantes” e, dois dias depois, a Escola Superior de Teatro e Cinema relaciona a nova linguagem, criada pela Internet, com a palavra lírica do poeta inglês. A grande premissa é questionar a possibilidade de haver uma história de amor como a de Romeu e Julieta nos tempos atuais, de conversas rápidas ao ritmo das redes sociais.

Pelo meio, no dia 8 de agosto, a Escola Superior de Arte Dramática da Galiza apresenta “Tempestade”, o último texto completo que Shakespeare escreveu, e que retrata a vingança de Próspero, duque italiano perdido numa ilha, contra as pessoas que causaram a sua desgraça, misturando drama, música e comédia.

O último dia é dedicado ao seminário “Adaptar Shakespeare”, que pretende ser um espaço de partilha de experiências e práticas teatrais. Entre os oradores, destaca-se Francesca Rayner, Professora Auxiliar na Universidade do Minho e investigadora da política cultural da representação em Portugal, nomeadamente no que toca à interpretação de Shakespeare.

[Foto: Guimarães 2012]

Partilhar

Comente este artigo

Please enter your comment!
Please enter your name here

*