Mais incêndios à vista

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As mudanças climáticas prometem aumentar as temperaturas no Norte Litoral até 0,5 graus por década, trazendo ainda uma precipitação mais condensada no outono e probabilidades de haver mais ondas de calor e mais incêndios florestais. As conclusões são dos professores António Bento Gonçalves e António Vieira, do Departamento de Geografia da Universidade do Minho (UMinho).

A investigação AdaptaClima/AMAVE (Interreg Sudoe IV B) avaliou os impactes das mudanças climáticas em termos de incêndios florestais no Vale do Ave, podendo as suas conclusões serem extrapoladas para os Vales do Cávado e do Sousa, englobando um total de 1.25 milhões de pessoas.

Bento Gonçalves avisa que as consequências das mudanças do clima serão cada vez mais visíveis: “O número de fogos e de hectares consumidos cresce a cada ano e há locais a arder consecutivamente, devendo o período crítico de ocorrência ser alargado ao longo do ano”. Na primavera, a temperatura tende a aumentar entre 0,6 e 1,0 graus por década, sendo esse aumento mais significativo no mês de março. Haverá ainda redução significativa de dias e noites frias durante o ano e a diminuição de precipitação em fevereiro, embora no outono deva chover mais. O investigador acrescenta que poderão surgir condições que propiciam o aumento de pragas e doenças florestais.

Como medidas preventivas, o especialista indica a elaboração de planos de ordenamento das áreas de montanha, a formação e ações de sensibilização para agentes que vigiam e combatem os incêndios, a criação de medidas legislativas para as áreas urbano-florestais, a promoção de estudos técnico-científicos, a criação duma rede de postos meteorológicos florestais com sistemas de aviso e, ainda, a sensibilização da população, principalmente a escolar.

[Foto: U. S. Fish and Wildlife Service – Northeast Region @ flickr]

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