Campista prevenido vale por dois

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Se queres aproveitar um festival até ao último acorde, o campismo vai ser parte importante da tua experiência. São dias duros, mas a recompensa chega-te em forma de convívio e animação. Há algumas sugestões que a Mais Superior te quer fazer, para que acampar em ambiente festivaleiro não se torne no pesadelo do teu verão.

O calor é o primeiro inimigo. E quase toda a gente já experimentou o travo amargo de uma garganta seca ao acordar ou o desconforto de uma cabeça salpicada pelo suor. Calor vais ter sempre, por isso, o truque é: podendo, ir um dia antes do início do festival e arranjar lugar à sombra. Não podendo, levar toldos que se possam prender por cima da tenda. Água, muita água, mesmo que quente (sempre arrefece durante a noite e, à sombra com uma geleira, cumpre muito bem o seu papel).

Terás uma dura batalha para travar com o pó. Há festivais que o atraem mais do que outros (Paredes de Coura, por exemplo, é pouco problemático) e, nalguns casos, ao pó junta-se a lama, que também ajuda a que saias mais sujo do banho do que quando lá entraste. Solução? Acampar em zonas arenosas e menos propícias ao lamaçal e levar um lenço para tapar a boca de poeira empertigada, juntamente com óculos de sol que, além de te proteger dos raios ultravioleta, te sirvam de ‘capa’ para os olhos. À noite, a solução é fechá-los e viajar ao ritmo da música.

A comida é uma luta constante, já que ‘desenrascar’ é o principal ingrediente de todos os pratos. A melhor ideia, claro está, é levares enlatados que te ajudem a enganar a fome, até porque a oferta gastronómica dos festivais é normalmente limitada à fast food e, ainda por cima, com preços ‘gourmet’. Mas não precisas de ficar uma semana a salivar pela comida lá de casa: a maior parte dos festivaleiros esquece-se que nos primeiros dias nada os impede de ter comida feita (se não for inundada em mostarda ou ketchup) e sentir o verdadeiro paladar da boa mesa portuguesa.
Nem sempre é possível tomar banho nas melhores condições ou mesmo lavar as mãos. Papel higiénico e toalhitas são, por isso, grandes ferramentas para o teu asseio. E quanto ao banho, se o tomares no rio e quiseres ser amigo do ambiente, procurar levar champô sem químicos (encontras a inscrição ‘bio’ na embalagem).

Faça chuva ou faça sol, o melhor é ir bem apetrechado

E o frio? Pois é, já te falámos do calor, mas não penses que, lá porque os termómetros marcam para cima de 30 graus durante o dia, não vais ‘bater o dente’ à noite. Uma manta pode ser útil, não só para evitar esse problema, como para te proteger as costas de dores complicadas, no caso de não teres esteira: é que dormir no chão e ver as estrelas soa bonito e aventureiro, mas ter pedras nas omoplatas ou no fundo das costas não é confortável. As mantas ou cobertores servem para ‘alisar’ a tua cama improvisada. Se nada disto te interessar, leva um(a) massagista só para ti, que ficas, de certeza, mais bem servido.

Quanto mais pequena for a tua mochila melhor. Não só para a transportar, como para a própria arrumação da tenda. Leva pouca roupa e acessórios, mas não deixes de fora a pasta de dentes (pede-se a máxima atenção para as descartáveis, muito práticas e fáceis de transportar), o protetor solar, a toalha de banho (para além da de praia, que não convém ser a mesma, claro!) e, para cabelos mais complicados, um amaciador.

Esquece o ‘saquinho dos valores’ a que te habituaste nos tempos de escola. Não há necessidade de levar as tuas melhores roupas ou gadgets e arriscas-te a voltar com a mala mais vazia. Por melhor que seja a tenda, em termos de segurança, é tudo menos infalível.

[Foto: 24oranges.nl @ flickr.com]

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