Craques em piloto automático

0
829

Não têm contratos milionários, namoradas a espalhar charme nas passerelles, nem empresários que lhes tratem dos negócios. Provavelmente, também não sentem amor à camisola. São robôs, jogam futebol e acabam de dar a Portugal o título de campeão da Europa.

A equipa FC Portugal conquistou o Campeonato Europeu de Futebol Robótico (Dutch Open 2012), na modalidade Simulação 3D, disputado em Eindhoven, na Holanda. A equipa é constituída pelas Universidades de Aveiro (UA), Minho (UM) e Porto (UP), iniciou-se em 2000 e já conta com mais de 25 troféus internacionais, entre os quais seis campeonatos europeus e três mundiais.

A equipa das “quinas” bateu o campeão francês L3M-SIM por 5-0 nas meias-finais e na final ainda teve forças para derrotar o campeão inglês Boldhearts por 3-1, no desempate por grandes penalidades, certamente repleto de emoção.

A Liga de Simulação 3D consiste em jogos com duas equipas de 11 robôs simulados, que são totalmente autónomos, e desafia os investigadores a encontrar mecanismos eficientes de controlo das juntas do robô humanoide para realizar tarefas como andar, rematar a bola e levantar-se do chão. Há também uma série de metodologias de coordenação que têm de ser respeitadas para que os robôs consigam jogar em equipa, ocupar espaços e trocar posições, seja por força da tática, seja para conseguir jogadas estudadas.

Segundo Luís Paulo Reis, professor na UM, um dos coordenadores do projeto e vencedor do torneio (ao lado de Nuno Lau, da UA, e de Rui Ferreira, da UP), a equipa titular de robôs portugueses “destaca-se pela excelente qualidade das suas metodologias de coordenação e do seu modelo tático, que pode muito facilmente ser adaptado a diferentes estilos de jogo, a um diferente número de jogadores e contém um mecanismo flexível de especificação e execução de jogadas estudadas”.

Para os mais céticos, que não imaginam um robô a jogar futebol:

[Foto: FC Portugal]

Partilhar

Comente este artigo

Please enter your comment!
Please enter your name here

*