Os jovens vão à Feira

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Feira do Livro Jovens
Patrícia Ribeiro e Alexandre Magalhães

Já está oficialmente aberta a Feira do Livro, para a qual todos estão convidados a homenagear um dos vícios mais saudáveis que podemos ter: a leitura. Como habitualmente, são esperadas milhares de subidas e descidas no Parque Eduardo VII, à procura do melhor livro, do melhor preço ou, simplesmente, de uma tarde bem passada.

Abriu portas (não literalmente, porque decorre ao ar livre) no dia 24 de abril e estará à disposição até ao próximo 13 de maio. A Mais Superior já andou por lá e encontrou jovens que, apesar dos dias que anunciam chuva, não abandonam o plano.

Patrícia Ribeiro e Alexandre Magalhães são estudantes de Marketing, trocam alguns beijos apaixonados enquanto vagueiam pelas bancas, até que finalmente param e o Alexandre conta: “já tinha corrido imensas lojas à procura destes livros e não os encontrava. Soube que esta editora ia estar aqui e decidi vir”. Acertou em cheio, já que essa é uma das vantagens muitas vezes referida quando se fala da Feira: livros difíceis de encontrar, alguns verdadeiras raridades (se não acreditas, espreita as bancas dos dedicados alfarrabistas que por aqui se instalam), vão parar-te às mãos, como os dois exemplares que Alexandre agora segura, com orgulho. Diz que gosta de ocupar os tempos livres com a leitura e, por isso, quando é possível, “leio tudo o que está fora da minha área de estudo”.

Do passeio à cultura abrangente

Miguel Guia é estudante de Medicina e, apesar de concordar com as maravilhas da pesquisa por editor, preferia que a Feira estivesse dividida por temas, o que tornaria tudo mais fácil para quem quer mergulhar num determinado tipo de leitura. Assim, “não é muito intuitivo, mas também não custa procurar”. Quando a Mais Superior o abordou, vinha em descontraída cavaqueira com Diana Rocha, amiga do curso de Medicina, que partilha a opinião de Miguel: “quem vier à procura de uma coisa específica está bem orientado, agora para quem venha à procura de um tema, que pode haver em várias editoras, é mais difícil. Mas também pode servir de passeio!”.

Feira do livro medicina
Diana Rocha e Miguel Guia

Ambos salientam a vantagem de ter preços baixos, descontos e promoções do tipo “pague 3, leia 4” (a editora Leya assim o diz) ou Happy Hour dos livros – de segunda a quinta-feira, das 22h às 23h, tens a oportunidade de comprar a metade do preço, ou menos, graças à iniciativa “Hora H”. Tudo isto faz a diferença já que, como conclui Diana, “uma pessoa que só se foque naquilo que está a estudar acaba por não conseguir uma cultura abrangente”.

É disso que a Porto Editora anda em busca, segundo Rui Couceiro, assessor de comunicação da editora: “Os jovens nunca terão tantos hábitos de leitura como nós gostaríamos que tivessem, essa é uma da nossas frentes de batalha. Interessa-nos muito incentivar o gosto pela leitura. Nunca estaremos satisfeitos, porque as gerações se renovam e nós queremos sempre que elas leiam mais”. Para isso, as editoras aproveitam a Feira para lhes dar muita atenção, através de apresentações, lançamentos ou sessões de autógrafos. “Também temos atividades mais práticas, como workshops de culinária ou como os que tivemos o ano passado, de escrita criativa”.

O objetivo final é que todos façam como a Joana Silva, estudante de Jornalismo que acha que “é um bom programa para se fazer em família e, por isso, costumo trazê-la cá, ao fim de semana”.

[Fotos: João Diogo Correia]

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