É teatro, é universitário e é FATAL

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Não são só as aspirinas que são efervescentes. O teatro universitário está também ele mais vivo e mais enérgico do que nunca e a prova disso é a 13ª edição do FATAL – Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa, que este ano, entre 4 e 25 de maio, apresenta 11 grupos de teatro universitário portugueses e três estrangeiros em vários palcos de Lisboa. O encontro acontece todos os dias às 21:30h e, além de programação teatral, dá ainda direito a um concerto cénico, uma performance, três workshops, tertúlias diárias, duas exposições, um debate e uma masterclass. 

A receita é simples e só precisa de ser saboreada com o gosto pela cultura. A partir de dia 4 de maio, todo os caminhos vão dar ao FATAL e são vários os recantos de Lisboa que o acolhem sob o luar atento dos dias de primavera, ainda envergonhados com o frio que teima em continuar. Não esquecer é que cada peça de teatro tem um brinde final em forma de tertúlia – para aguçar o apetite pelo debate e pela partilha de experiências e opiniões. Sabido isto, resta acrescentar que entre os grupos selecionados este ano se encontra um dos vencedores do FATAL 2011: o Teatro dos estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC), que este ano promete deslumbrar com “VOSCH-VUSCH”, um bosque em marcha a partir de “Macbeth”, de William Shakespeare, e com encenação de Catarina Santana e Joana Pupo (19 de maio).

São ainda cerejas no topo deste bolo teatral do FATAL 2012 o “Concerto Cénico Crise de 62: (R)evolução Académica”, que acontece a 4 de maio, na Aula Magna, e que pretende ser um momento criado em memória de todos os estudantes que sofreram os tempos de repressão vividos há 50 anos atrás. A performance “Pois!” da Universidade Internacional para a Terceira Idade (UITI) também tem uma palavra a dizer no dia 11 de maio, às 15h, no Largo Camões.

Um desfile de talento em palco

“Queda em Branco”, pelo Grupo de Teatro do Instituto Superior Técnico (GTIST) é uma criação coletiva encenada por Gustavo Vicente e que aborda temas como as emoções e o poder. Acontece no dia 5 de maio, às 21h30, no Salão Nobre do IST;

“Judas”, de António Patrício, pelo Fc-Acto, o Grupo de Teatro da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (UL). Com encenação de A. Branco, este é um encontro entre Judas e a Sombra de Jesus que o confronta. Para ver a 7 de maio, às 21h30;

“Seis personagens à procura de um autor” a partir de Luigi Pirandello, vai ser encenada pelo GTMT, Grupo de Teatro Miguel Torga da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade NOVA de Lisboa (UNL). Com encenação de Sérgio Grilo, retoma a célebre peça onde o teatro dentro do teatro joga o principal papel. A não perder no dia 8 de maio, às 21h30;

“Mecânica das Paixões”, a partir de Georg Büchner, pelo NNT, Novo Núcleo Teatro da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL. Com encenação de Alexandre Calado, revisita a história de encontros e desencontros de Leôncio e a princesa Lena, questionando o que é na verdade a química entre dois jovens adultos. Em palco no dia 9 de maio, às 21h30;

“A Espera”, a partir de Olhos de Cão Azul de Gabriel Garcia Márquez, pelo Teatro Universitário do Porto (TUP). Com encenação de Inês Gregório e Nuno Matos, este trabalho transporta-nos para o campo das memórias mais íntimas e pessoais. Para ver no dia 11 de maio, às 21h30;

“Monstro Meu”, de Rodrigo Santos (e excertos de poemas de Anabela Ribeiro e Patrícia Antunes), pelo CITAC, Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra da Universidade de Coimbra. Com encenação do autor, esta peça experimental revela os monstros imaginários que temos em nós no dia 12 de maio, às 21h30;

“Woyzeck”, a partir de Georg Büchner, pelo Teatro da Academia do Instituto Politécnico de Viseu. Com encenação de Jorge Fraga, aborda a possibilidade de existir moral e virtude entre os mais oprimidos. Acontece a 13 de maio, às 21h30;

“E(n)Xame”, pelo Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro (GrETUA). Também encenada por Jorge Fraga, esta criação coletiva vai provocar o espetador com 18 personagens em palco, já no próximo dia 14 de maio, às 21h30;

“Antígona”, a partir de Sófocles, reescrita por António Pedro e representada pelo ArTeC da Faculdade de Letras da UL. Com encenação de Marcantonio Del Carlo, coloca como questão central o poder da sociedade civil. Em palco no dia 15 de maio, às 21h30;

“Domiciano”, a partir de José Martins Garcia, pelo GTL da Faculdade de Letras da UL. A encenação é de Ávila Costa, que revela, no teatro dentro do teatro, as grandes questões mais preocupantes da nossa contemporaneidade. Em cena a 16 de maio, às 21h30.

[Fotos: FATAL]

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