Alzheimer já conta com PIB de Portugal

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A Universidade de Coimbra (UC) produziu uma molécula para a deteção precoce da doença de Alzheimer, permitindo ainda distinguir esta patologia de outras formas de demência. E como se chama a molécula? PIB – e não tem nada a ver com Economia, antes com Saúde, sendo que a PiB (composto B de Pittsburgh) já está até disponível para exames clínicos.

A PiB é um composto altamente sensível, baseado em Carbono-11, um isótopo que é produzido pela primeira vez em Portugal, e que “tem um tempo de vida útil de apenas 20 minutos, exigindo assim que o exame clínico se realize exclusivamente em unidades que possuam um ciclotrão, como é o caso do ICNAS”, afirma Francisco Alves, docente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra.

Antero Abrunhosa e Francisco Alves, coordenadores da equipa do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da UC, explicam que “devido ao seu curto tempo de vida, a PiB só pode ser sintetizada (composta) minutos antes da aplicação ao doente. Por esse motivo, quando o paciente dá entrada no ICNAS, a equipa de produção é informada, sendo a molécula sintetizada enquanto os técnicos preparam o doente para a realização do exame”.

Este produto está já a ser usado no âmbito de um projeto de investigação liderado por Miguel Castelo Branco, do ICNAS, envolvendo ainda os Serviços de Medicina Nuclear e Neurologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (João Pedroso Lima e Isabel Santana) e uma colaboração com o Instituto de Medicina Molecular de Lisboa (Alexandre Mendonça).

[Foto: Universidade de Coimbra]

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