Endometriose vai deixar de ser palavrão

Era bom que juntássemos ao nosso vocabulário, porque afeta uma em cada seis mulheres em idade reprodutiva, o que já não é dizer pouco, e tem como consequências dor pélvica e infertilidade. A endometriose é tema de debate na Universidade do Minho (UMinho), em Braga, já este sábado. Mais de 150 profissionais estarão presentes a assistir a uma operação em tempo real.

Não é muito comum, mas será certamente uma vantagem para a discussão: o austríaco Jorg Keckstein, um dos mais experientes do mundo em cirurgia laparoscópica, irá operar uma mulher com esta patologia em estado severo e a cirurgia será transmitida em alta definição, diretamente do Hospital da Arrábida, em Gaia, para o auditório da Escola de Ciências da Saúde (ECS) da Uminho. Na audiência estarão acima de 150 especialistas, debatendo as técnicas mais recentes no tratamento da endometriose, uma doença ainda pouco conhecida em Portugal mas que afeta um grande número de mulheres e é socialmente muito expressiva, pelo impacte que provoca na vida de cada uma. Devido a essa falta de divulgação e também de especialistas, o diagnóstico desta patologia demora cerca de oito anos a ser feito.

“A endometriose é uma das principais causas de infertilidade feminina no nosso país. Este simpósio tem uma importância ímpar face à elevada prevalência desta doença em Portugal e à enorme escassez de informação e conhecimento da mesma por parte da comunidade médica e da população em geral”, explica Jorge Correia Pinto, professor da ECS, investigador e um dos membros da organização do evento.

[Foto: Esparta @ flickr.com]

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