Uma crise com ecos passados?

0
520

Recuemos aos tempos do Mestre de Aviz e à situação de quase-bancarrota a que o país chegou antes do início do processo de Expansão, no início do século XV. Continuemos até ao primeiro incumprimento da dívida soberana, que só ocorreria em 1560, e saltemos para o último, no final da monarquia – o que acabou com uma reestruturação da dívida cuja negociação durou dez anos… Ao todo foram oito episódios que colocaram Portugal na galeria dos países com maior número de defaults até ao final do século XIX.

Se há um padrão que se pode extrair desta História é que as bancarrotas e quase-bancarrotas entre 1544 e 1892 têm a ver com o esgotamento de ‘modelos’ económicos que dominaram a evolução do país ao longo de séculos. Um contágio vindo de fora, uma nova fase de globalização e uma crise financeira global funcionaram, depois, como gatilho.

O autor do livro, Jorge Nascimento Rodrigues, nascido em 1952, é editor dos portais janelanaweb.com gurusonline.tv  e do blogue de geopolítica geoscopio.tv. Colabora ainda no semanário Expresso desde 1983 e coordena da Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão. Neste livro, está a prova de que, afinal, o futuro económico não precisa de ser adivinhado por uma bola de cristal – basta ser analisado através do passado que todos já conhecemos.

“Portugal na Bancarrota – Cinco séculos de História da Dívida Soberana Portuguesa”
Edição: 2012
Páginas: 160
Editor: Edições Centro Atlântico
PVP: 14 euros

[Foto: Edições Centro Atlântico]

Partilhar

Comente este artigo

Please enter your comment!
Please enter your name here

*