“Uma instituição para e com as pessoas”

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Sabias que até ser eleito Primeiro Ministro, Passos Coelho foi professor no Instituto Superior de Ciências Educativas (ISCE)? Esta instituição é a escolha ideal para quem procura “o rigor, mas também a inovação no conhecimento” e “o ambiente familiar” – em entrevista à Mais Superior, o presidente Luís Picado fala-nos disso tudo.

 

A dupla titulação é uma das mais recentes apostas do ISCE. Quais as suas principais vantagens?

A dupla titulação foi uma aposta formativa que iniciámos formalmente este ano letivo e que permite aos estudantes ficarem mais preparados e mais capacitados para o mercado de trabalho, pois passam a ter uma amplitude profissional maior: ficam com dois cursos. Inscrevem-se primeiro num curso principal e depois, através de um sistema de unidades curriculares isoladas, vão fazendo unidades curriculares do curso complementar, finalizando a formação num período de tempo mais reduzido do que seria se somadas as duas licenciaturas. Os cursos de dupla titulação são obtidos através de três anos e meio de titulação (Animação Sociocultural mais Educação Social) ou em período de formação de quatro anos (Turismo mais Animação Sociocultural e Educação Musical mais Animação Sociocultural).

Como tem sido a procura dos alunos?

Já se nota alguma adesão. As pessoas que procuram este tipo de titulação é precisamente pela abrangência profissional e pela capacidade de resposta que depois podem ter em termos profissionais ao conseguir, num período de tempo mais curto e com menor investimento financeiro (o que hoje em dia é um elemento importante, como nós sabemos), obter uma formação capaz de responder aos desafios do mercado de trabalho.

Afinal o que vem a ser o B-Learning, do qual o ISCE é uma instituição pioneira?

O ISCE foi efetivamente a primeira instituição portuguesa a funcionar com B-Learning desde 2006. B-Learning significa Blended Learning, que por sua vez significa Ensino Misto. Quando trabalhamos o Ensino Misto, isto significa que utilizamos uma trilogia no nosso modelo pedagógico: salas de aula convencionais + uma plataforma, neste momento uma das maiores plataformas de ensino à distância do mundo (Blackboard Learn) + contexto de trabalho. Todas as unidades curriculares do ISCE implicam uma conjugação destas três dimensões.

O B-Learning ultrapassa aquela ideia convencional da junção do ensino presencial com o ensino à distância, sendo mais do que isso: é ensino presencial, é ensino à distância e é contexto de trabalho. Isto permite uma grande flexibilidade para os estudantes, porque podem gerir os seus tempos de aprendizagem, não têm de estar presentes em todas as aulas, porque não decorrem todas num espaço de sala de aula tradicional nem em contexto de trabalho, existindo aulas que decorrem em ambiente virtual e ocorrem à distância, através do Blackbord Learn.

Até dia 30 de abril estão abertas as inscrições para o Acesso + 23. Quais os cursos disponíveis nestes moldes?

O + 23 destina-se a todos os candidatos que, não tendo terminado o ensino secundário, podem ingressar diretamente no ensino superior. Estes estudantes têm integrado os planos formativos do ISCE com enorme sucesso e com uma adesão significativa. Temos algumas unidades de apoio para os alunos + 23 se integrarem na vida académica, designadamente mediante o trabalho feito pelos coordenadores de curso, pela provedora do estudante e pelo gabinete psicopedagógico, já que estes são estudantes que entram na instituição no primeiro semestre e alguns têm algum receio, por estarem afastados do ensino há alguns anos, mas isso é uma situação meramente experimental, ou seja: passado um período de curta adaptação, estão perfeitamente integrados e obtêm resultados académicos tão bons ou melhores que os restantes estudantes.

Apesar de por vezes considerarem que, do ponto de vista escolar não estão tão capacitados, trazem algo que Bolonha veio considerar algo verdadeiramente fundamental que é uma experiência de profissional e de vida que não pode ser descorada. Não haja dúvida de que os + 23 acabam por ser como qualquer estudante do ISCE, com a mesma oportunidade em tirar as suas formações. As turmas tornam-se heterogéneas, têm uma diversidade grande, o que permite que as diferentes experiências de vida e as diferentes visões das pessoas possam ser partilhadas e isso pode ser verdadeiramente enriquecedor. Cria uma universidade para todos, que é o que se pretende.

Luís Picado
Luís Picado, Presidente do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCE).

A nível de empregabilidade, quais os cursos de maior sucesso aqui no ISCE?

Estamos organizados em quatro grandes departamentos científicos que equivalem às nossas quatro áreas formativas. Destaco, por exemplo, e sem nenhuma ordem de prioridades, o Departamento de Ciências do Desporto, cuja licenciatura tem uma adesão massiva por parte dos nossos candidatos, esgotando as vagas que nos são dadas pelo Ministério da Educação e Ciência. É uma formação com muita adesão, porque tem uma empregabilidade muito grande, em termos de Health Clubs, Gestão Desportiva, com um mestrado profissionalizante permite docência de Educação Física e Desporto… É um curso tremendamente procurado.

Por outro lado, destaco outras duas áreas que têm tido uma emergência grande nos últimos tempos: a Educação Social e da Animação Sociocultural – nunca como hoje o país precisou tanto de educadores sociais. Os problemas sociais são emergentes e para alguns é efetivamente um problema, mas para os educadores sociais acaba por ser uma oportunidade, porque são cada vez mais necessários. Os animadores socioculturais são profissionais com grande procura por parte das Câmaras Municipais, Juntas de Freguesias… É também um curso extremamente empreendedor, muitas pessoas têm aberto empresas na área ligadas à gestão de eventos socioculturais, por exemplo.

Destaco ainda o Departamento do Turismo – uma área de negócio por excelência no nosso país, enquanto país exportador de mais-valias. O curso de Turismo é um curso que tem uma grande adesão e tem muitas saídas profissionais.

No último e quarto Departamento, o Departamento das Ciências da Educação, temos fundamentalmente a formação de educadores de infância e de professores nas suas diferentes áreas formativas. Contrariamente ao que tem sido vinculado, estes são cursos com uma forte procura – destaco em primeiro lugar a Educação Pré-Escolar, basta ver que a rede pública de educação pré-escolar não dá resposta à população portuguesa, por isso há uma obrigatoriedade de existir oferta privada. Muitos dos nossos estudantes têm atividades empreendedoras e criam Creches e Jardins de Infância, porque agora só são possíveis para pessoas licenciadas em Educação de Infância. Os outros cursos de formação de professores têm tido uma taxa de sucesso muito grande também, sobretudo nos 1º e 2º ciclos, porque são áreas de escolaridade obrigatória em que as taxas de abstenção a nível nacional são muito baixas, ou seja, todas as pessoas que passam pela educação escolar certamente passam pelo 1º e 2º ciclo, daí que sejam cursos de elevada empregabilidade. Quando se referem algumas dificuldades a nível de saídas profissionais para professores, estamos a falar de formações ao nível do Ensino Secundário, que têm uma amplitude profissional muito mais reduzida.

O que é que existe aqui no ISCTE que não existe em mais lado nenhum?

Quem escolhe o ISCE escolhe a tradição. Pertencemos a uma instituição que tem 40 anos, o que para uma instituição privada são muito anos e se olharmos comparativamente com outras universidades privadas portuguesas somos das mais antigas. Quem vem para o ISCE acaba por escolher também o rigor, mas também a inovação no conhecimento, porque isso é um aspeto importante: apesar de sermos uma instituição que tem um historial, é também inovadora do porto de vista da metodologia de aprendizagem, através do B-Learning, mas conservamos simultaneamente o ambiente familiar e orgulhamo-nos disso. Acho que esse é o ambiente diferenciador. Todos os cursos têm professores, professores esses que têm uma cara, um rosto: há um coordenador de curso, alguém que responde pedagogicamente pelo curso e que está sempre disponível para os estudantes e privilegiamos, sobretudo, as relações interpessoais.

Existem ainda diversas atividades académicas, científicas, naturalmente, mas também muitas atividades de convívio que aproximam as pessoas umas das outras – a Associação de Estudantes é extremamente dinâmica na criação de eventos lúdicos e culturais… No fundo, somos uma instituição para com e as pessoas.

Ficaste curioso? Queres saber mais sobre o ISCE? E talvez vir a estudar lá? Visita a página oficial.

[Foto: ISCE]

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