Quando é que sais daqui?

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Começaram oficialmente em Portugal as comemorações dos 25 anos do programa Erasmus. Os objetivos e motivações mantêm-se desde 1987, mas a forma de os concretizar foi mudando gradualmente. Na Futurália discutiu-se e promoveu-se um programa de mobilidade que já faz parte das conversas de café.

Isabel Joaquim é a coordenadora do programa, gerido pela Agência Nacional PROALV desde 2000, e confidenciou à Mais Superior alguns dos eventos que estão programados para 2012: “haverá, em maio, um lançamento de selos Erasmus (um de grandes dimensões, outro mais pequeno), numa parceria com os CTT, que será realizado no aeroporto de Lisboa”. A juntar a isso, surgirá um concurso de vídeos Erasmus, onde a criatividade será fator decisivo, e cujo vencedor verá o seu vídeo circular um pouco por toda a Europa. “Será escolhido para ser o nosso vídeo promocional”.

Depois de começar com 25 estudantes e sete instituições de ensino superior, o programa Erasmus dá uma nova vida a centenas de alunos todos os anos e Isabel Joaquim considera que, apesar da questão financeira ser o maior entrave, “os números podem abrandar um bocadinho, mas continuam e vão continuar a aumentar. E conclui: “há sempre soluções, os alunos podem trabalhar ao mesmo tempo, desenrascar faz parte do processo”.

Erasmus a quem o fez

“Erasmus definiu a minha realidade “, “uma vez móvel, para sempre móvel”, “a vida tornou-se aquilo que o Erasmus me ensinou”, “adoro que me tirem o tapete debaixo dos pés”, “espero daqui a 25 anos ser o primeiro a fazer qualquer coisa nova que o programa Erasmus invente”, “acredito que a crise de que tanto se fala seria menos dura se as verbas fossem mais dirigidas para a cultura, para a mobilidade, para o conhecimento entre culturas”. São frases fortes de testemunhos reais do programa Erasmus.

Erasmus 1987

Filipe Araújo, embaixador Erasmus nomeado pela Comissão Europeia, Romana Santos, jornalista do “Público”, Mariana Pinto da Costa, mestre em Medicina e que também já representou Portugal numa conferência Eramus na Suécia e António Gonzalez, professor e responsável pelo grupo de teatro do ISPA, vieram à Futurália partilhar “estórias” e pedir aos jovens que se mexam daqui para fora. Representam casos de sucesso (alguns prolongaram a estadia nos países para trabalhar), mas insistem que é só querer e arriscar.

[Foto: escsperienciaerasmus.wordpress.com e João Diogo Correia]

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