Publicidade biodegradável

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Poliéster revestido a resina de policloreto de vinilo (PVC). Quantas palavras percebeste? É provável que poucas ou nenhuma, mas o que importa é que esse é o nome do material utilizado para a impressão de cartazes com mensagens publicitárias ou propaganda política. E qual é o problema? Não é biodegradável.

Fernanda Viana descobriu-o durante a sua investigação para o doutoramento em Engenharia Têxtil e percebeu que o material não cumpre os requisitos que a lei impõe: “a resina de PVC é um material rígido e apresenta elevada instabilidade aos raios ultra-violetas e degradação térmica, resultando na libertação de cloro sob a forma de ácido clorídrico”, avisa. A isto juntam-se plastificantes e estabilizantes que “são classificados de cancerígenos pela Comissão Europeia”. Como tal, e para colmatar a ausência de um material legalmente aceite, Fernanda Viana versou sobre o tema durante o doutoramento, uma parceria entre a Universidade do Minho e a Universidade Fernando Pessoa. Com o apoio de diversas empresas nacionais e internacionais, foi desenvolvido um suporte biodegradável a partir de fibras existentes na natureza. Como o material ainda se encontra em processo de pedido de patente, os pormenores vão continuar, para já, no segredo dos deuses do meio ambiente.

[Foto: Fernanda Viana]

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